quinta-feira, 1 de janeiro de 2026

Planning and Developing High-Impact Research in Education

High-impact research in education emerges from strong questions, solid theoretical grounding, and a commitment to transforming practice, policy, or learning conditions. In general, it combines methodological rigor, public relevance, and intentional strategies to ensure that results are taken up and used by the educational community and by society at large.

What “impact” means in educational research

  • Impact is not limited to academic citations; it involves changes in pedagogical practices, curricula, public policies, educational management, and students’ learning conditions.
  • Projects with impact usually engage with real problems in schools, school systems, universities, or social movements, articulating research, intervention, and critical reflection.

Start with the right problem

  • Choose problems that are situated in concrete contexts (schools, universities, systems), avoiding vague topics; a well-formulated problem is the axis that guides all methodological decisions.
  • Look for gaps in the literature and in policy: what has not yet been consistently investigated in that context, or what needs to be revisited in light of new challenges (digitalization, inequalities, inclusion, AI, etc.).

Plan for impact from the beginning

  • Define, at the project stage, what kinds of impact you want to produce (in the classroom, in teacher education, in management, in policy, in the community) and which actors need to be involved for that to happen.
  • Align objectives, methodology, and dissemination strategies: action research, collaborative and participatory approaches tend to generate more direct change because teachers, managers, and students act as co-authors of the process.

Methodological choices that expand reach

  • When appropriate, combine qualitative and quantitative methods, articulating the analysis of processes (discourses, practices, cultures) with evidence on results (learning, participation, retention, system indicators).
  • Value designs that bring research and practice closer together: action research, participatory research, collaborative case studies, and design-based research are particularly powerful for producing situated educational innovation.

Integrate theory, context, and ethics

  • Use robust theoretical frameworks not as ornamentation, but as lenses to interpret tensions, disputes, and possibilities for change in the contexts under study.
  • Take ethical issues seriously: protecting participants, returning results in accessible language, and negotiating meanings with those involved are conditions for the research to be recognized and appropriated by the collectives.

Build collaborations and networks

  • High-impact research is rarely solitary: partnerships between universities, schools, education departments, movements, and international organizations expand resources, visibility, and implementation possibilities.
  • Research groups and networks support continuity: a coherent agenda of studies around a shared axis (for example, digital transformation, teacher education, assessment) produces cumulative impact over the years.

Plan dissemination and uptake

  • Publish in reputable journals, but also produce other formats: executive summaries, teaching materials, implementation guides, podcasts, short videos, blog posts, and outreach texts.
  • Promote spaces for dialogue: workshops with teachers, seminars with managers, meetings with school communities, and hearings with policymakers help translate results into decisions and practices.

From evidence to institutional change

  • When research involves organizational innovation (such as digital transformation in universities or school systems), problem-driven, iterative cycles of diagnosis, planning, action, and review are especially fruitful for strengthening institutional capabilities.
  • The combination of organizational learning, participation of multiple actors, and systematic monitoring of indicators makes it possible to reconfigure processes, cultures, and management, going beyond mere adoption of technologies or pedagogical “trends.”

Personal routines of those seeking impact

  • Maintain a clear medium- and long-term agenda (5–10 years), with interconnected lines of research, avoiding thematic dispersion and constant restarts.
  • Cultivate the habit of writing continuously (field diaries, analytic memos, short texts) and of engaging with national and international peers, since theoretical depth and circulation in different epistemic communities strengthen the reach of your work.

O potencial das tecnologias digitais para o atendimento educacional especializado (AEE) (Infográfico)

 


quarta-feira, 31 de dezembro de 2025

Tecnologias digitais e inclusão no AEE: um encerramento de ano com novos horizontes.


Estamos no último dia do ano e acaba de ser publicado o artigo “O potencial das tecnologias digitais para o Atendimento Educacional Especializado (AEE)”, um texto que aproxima, de forma muito concreta, inclusão, tecnologia e prática docente na escola básica. Escrito por Maria Julia Rodrigues Amaro, Lílian Kelly de Almeida Figueiredo Voss e Fernando Silvio Cavalcante Pimentel, o artigo nasce da experiência de uma oficina formativa realizada pela Cied/Ufal com professores e cuidadores de Porto de Pedras/AL, articulando tecnologias digitais e analógicas ao trabalho das Salas de Recursos Multifuncionais.

A pesquisa, de abordagem qualitativa e experiencial, investiga como atividades colaborativas com tecnologias digitais podem apoiar docentes na escolha de artefatos adequados para adaptar o aprendizado de estudantes com necessidades educacionais especiais em classes comuns, atendidos pelo AEE. Ao dialogar com autores como Mantoan, Anderson e Morais & Queiroz, além da legislação brasileira de inclusão, o texto recusa o determinismo tecnológico e insiste na necessidade de formação continuada, diagnóstico cuidadoso e planejamento pedagógico contextualizado.

A oficina descrita no artigo apresenta um repertório de possibilidades: uso de tecnologias assistivas, recursos de comunicação aumentativa e alternativa, Realidade Aumentada e Realidade Virtual, plataformas de aprendizagem on-line e jogos, sempre articulados a situações reais de sala de aula e às especificidades dos estudantes. Os resultados apontam que essas experiências não apenas ampliam o acesso a conteúdos, mas também favorecem engajamento, cooperação, comunicação e desenvolvimento de habilidades cognitivas, sociais e emocionais, reforçando a importância da formação continuada para o AEE.

Para quem atua com educação inclusiva, tecnologias digitais ou gestão de redes públicas, a leitura oferece elementos para pensar políticas de formação, investimento em infraestrutura e, sobretudo, construção de uma cultura escolar que entende a tecnologia como mediação para participação plena, e não como fim em si mesma. Encerrar o ano com essa publicação é, também, um convite a projetar próximos passos: seguir investindo em experiências formativas que combinem pesquisa, prática e compromisso ético com a inclusão, no AEE e para além dele.

AMARO, Maria Julia Rodrigues; VOSS, Lílian Kelly de Almeida Figueiredo; PIMENTEL, Fernando Silvio Cavalcante. O potencial das tecnologias digitais para o atendimento educacional especializado (AEE). Revista FAFIRE, Recife, v. 18, n. 1, p. 15–28, 2025. Disponível em: https://fafire.emnuvens.com.br/revista/article/view/870. Acesso em: 31 dez 2025.

segunda-feira, 29 de dezembro de 2025

Narrativas digitais: uma análise webgráfica sobre os recursos educacionais digitais (Infográfico)

 


Narrativas digitais: uma análise webgráfica sobre os recursos educacionais digitais

Por quais razões ler o artigo “Narrativas digitais: uma análise webgráfica sobre os recursos educacionais digitais”?

A presença das tecnologias digitais na educação já não é novidade — o desafio atual está em como utilizá-las de forma significativa, crítica e formativa. É exatamente nesse ponto que o artigo “Narrativas digitais: uma análise webgráfica sobre os recursos educacionais digitais”, de Rosely Maria Morais de Lima Frazão, Fernando Silvio Cavalcante Pimentel e Maria Aparecida Pereira Viana, se torna uma leitura indispensável .

Publicado na EDUCA – Revista Multidisciplinar em Educação (2025), o estudo investiga como a produção de narrativas digitais em blogs contribui para a aprendizagem sobre recursos educacionais digitais no contexto da pós-graduação em Educação. A partir de uma análise webgráfica cuidadosa, o artigo revela evidências concretas de que narrar experiências no ambiente digital vai muito além do registro: trata-se de um potente dispositivo pedagógico e formativo.

Por que você deve ler este artigo?

👉 Para compreender as narrativas digitais como estratégia pedagógica
O texto mostra como as narrativas digitais articulam autoria, protagonismo e reflexão, integrando diferentes mídias — vídeos, podcasts, hiperlinks, mapas conceituais, infográficos — aos processos de ensino e aprendizagem.

👉 Para conhecer resultados de uma pesquisa atual e aplicada
Com base na análise de 85 narrativas publicadas em blogs acadêmicos, o estudo apresenta dados consistentes sobre quatro grandes contribuições das narrativas digitais: conexão, compartilhamento, desenvolvimento de habilidades e registro de memórias.

👉 Para refletir sobre práticas formativas na cultura digital
O artigo dialoga com temas centrais da educação contemporânea, como cultura digital, currículo, autoria, colaboração, multimodalidade e uso ético das tecnologias — incluindo discussões emergentes sobre o uso de Inteligência Artificial na produção textual.

👉 Para inspirar práticas docentes e pesquisas futuras
Se você é professor(a), pesquisador(a) ou estudante da área da Educação, encontrará no texto referências teóricas sólidas e exemplos concretos que podem inspirar novas propostas pedagógicas e investigações acadêmicas.

👉 Para repensar o papel do blog como espaço de aprendizagem
O estudo reforça o blog como um ambiente formativo potente: um espaço de escrita reflexiva, socialização do conhecimento, construção de identidade acadêmica e memória formativa.

📌 Em síntese, este artigo é uma leitura essencial para quem deseja compreender como as narrativas digitais podem transformar experiências educativas, promovendo aprendizagens mais significativas, autorais e conectadas com os desafios da educação na cultura digital.

📖 Boa leitura e boas narrativas!



FRAZÃO, R. M. M. L.; PIMENTEL, F. S. C. P.; VIANA, M. A. P. NARRATIVAS DIGITAIS: UMA ANÁLISE WEBGRÁFICA SOBRE OS RECURSOS EDUCACIONAIS DIGITAIS. EDUCA - Revista Multidisciplinar em Educação, [S. l.], v. 12, p. 18, 2025. DOI: 10.26568/2359-2087.2025.8396. Disponível em: https://periodicos.unir.br/index.php/EDUCA/article/view/8396. Acesso em: 29 dez. 2025.

domingo, 28 de dezembro de 2025

Estágio de docência na Educação Superior: uma gamificação experiencial (Infográfico)



Estágio de Docência na Educação Superior: uma gamificação experiencial
Rosely Maria Morais de Lima Frazão · Fernando Silvio C. Pimentel · Maria Aparecida Pereira Viana
DOI: 10.5281/zenodo.17274830

Estágio de docência na Educação Superior: uma gamificação experiencial

Artigo publicado apresenta resultados de um estágio no Ensino Superior.

Por dentro do artigo

O artigo “Estágio de docência na Educação Superior: uma gamificação experiencial” analisa uma experiência de estágio em que a disciplina “Educação e Tecnologias Digitais de Informação e Comunicação”, em um curso de Pedagogia da UFAL, foi organizada como um plano de disciplina gamificado, com fases, missões e pontuações articuladas a atividades presenciais e em AVA. A investigação, de abordagem qualitativa e tipologia experiencial, toma registros pedagógicos, sociais, afetivos, contextuais, pessoais, conceptuais e futuros como matéria-prima para compreender a docência na Educação Superior em diálogo com a cultura digital.

Por que vale a leitura?

- Porque evidencia, com rigor teórico (Freire, Imbernón, Kolb, Nóvoa, Schlemmer, Pimentel, entre outros), que gamificação não se reduz a “usar tecnologia”, mas implica reconfigurar objetivos, metodologias, recursos e avaliação na formação de professores.

- Porque mostra, de forma situada, como um plano gamificado aumenta engajamento, participação, colaboração e autonomia discente, ao mesmo tempo em que desloca a avaliação de uma lógica apenas cognitiva para incluir criatividade, trabalho em equipe, resolução de problemas e autoavaliação.

Contribuições para quem forma professores

- O texto oferece descrições concretas das fases da disciplina (episódios, desafios, tarefas, fóruns, escape room, uso de vídeos, QR codes, ambientes virtuais, jogos analógicos), permitindo que o leitor transponha a experiência para outros contextos, cursos e componentes curriculares.

- A análise das experiências diretas e indiretas do estágio explicita tensões e lacunas formativas – letramento digital, desenho de estratégias avaliativas, mediação docente em contextos híbridos e multimodais – e sugere caminhos para repensar a formação inicial e continuada com tecnologias digitais.

Para quem este artigo é especialmente relevante

- Docentes universitários que desejam planejar disciplinas gamificadas, com critérios claros de pontuação, rankeamento e feedback, alinhados a objetivos formativos, encontrarão no texto um modelo detalhado de plano de disciplina e de planos de aula gamificados.

- Pesquisadores e pós-graduandos que estudam gamificação, metodologias ativas, estágio de docência e formação para a cultura digital encontrarão categorias analíticas, limitações do estudo e indicações de pesquisa futura (interdisciplinaridade, novas ferramentas de coleta, ampliação de contextos) que podem alimentar projetos em andamento.

Um convite à reflexão e à ação

Mais do que relatar uma experiência pontual, o artigo defende a gamificação como metodologia capaz de tensionar a própria identidade docente, ao convidar futuros professores a experimentarem “novas versões” de ser professor na cultura digital, articulando pesquisa, colaboração e inovação pedagógica. A leitura interessa a quem busca pensar o estágio de docência não como mera exigência burocrática, mas como espaço de invenção curricular, experimentação metodológica e aprofundamento crítico sobre o lugar das tecnologias digitais na Educação Superior.

FRAZAO, R. M. M. L. ; PIMENTEL, F. S. C.; VIANA, M. A. P. ESTÁGIO DE DOCÊNCIA NA EDUCAÇÃO SUPERIOR: UMA GAMIFICAÇÃO EXPERIENCIAL. PAIDÉI@ (SANTOS), v. 17, p. 79-99, 2025. Disponível em: https://periodicos.unimesvirtual.com.br/index.php/paideia/article/view/1796 Acesso: 27 dez 2025.



quinta-feira, 25 de dezembro de 2025

Aspectos da Cultura Digital nos planejamentos pedagógicos

 




Novo artigo publicado sobre Educação Híbrida e Cultura Digital

Feliz Natal!

É com grande alegria que compartilho uma excelente notícia neste fim de ano: foi publicado o artigo “A Educação Híbrida como Possibilidade de Inclusão da Cultura Digital nos Planejamentos Pedagógicos”, resultado de uma pesquisa realizada em coautoria com Fernando Nascimento Costa Neto e disponibilizado no Video Journal of Social and Human Research (v.4, n.1, 2025).

O estudo analisa, por meio de uma Revisão Sistemática da Literatura, como a Educação Híbrida — conceito recentemente incorporado à legislação brasileira — pode favorecer a integração da Cultura Digital nos planejamentos pedagógicos. A pesquisa identifica que muitos professores já vêm utilizando recursos digitais em suas práticas, seja de forma espontânea, seja por meio de propostas estruturadas, evidenciando um caminho de transformação que se fortalece no cotidiano das escolas e universidades.

O artigo também discute como o avanço das Tecnologias Digitais e a ubiquidade da Cultura Digital impactam diretamente as formas de aprender, ensinar e se relacionar com o conhecimento. Ao mesmo tempo, aponta para a necessidade de que os planejamentos pedagógicos incorporem de modo consciente e criativo estratégias que dialoguem com esse novo cenário — especialmente quando falamos de engajamento, inovação e construção de aprendizagens significativas.

Por que vale a leitura?

  • Apresenta uma síntese atualizada dos debates sobre Educação Híbrida no Brasil;
  • Conecta esses debates às transformações da Cultura Digital na sociedade contemporânea;
  • Oferece reflexões sobre práticas pedagógicas, engajamento e inovação;
  • Traz referências importantes para quem pesquisa, ensina ou atua na gestão educacional.

Para quem se interessa por tecnologias educacionais, cultura digital, inovação pedagógica e políticas públicas de educação, esta leitura certamente acrescentará novas perspectivas.

Acesse o artigo completo: https://vjshr.uabpt.uema.br/index.php/ojs/article/view/63

Desejo a todos um Natal de paz, luz e esperança, e que 2026 seja um ano de novas ideias, pesquisa viva e práticas educativas cada vez mais conectadas às necessidades do nosso tempo.

terça-feira, 23 de dezembro de 2025

Mensagem de Natal – Grupo de Pesquisa Comunidades Virtuais Ufal

Estamos chegando ao Natal, que não é apenas uma data, mas um tempo: o kairós que irrompe no cronos, lembrando-nos que a eternidade visita o instante.

Neste Natal, que possamos celebrar não apenas a beleza luminosa das tecnologias que investigamos, dos jogos digitais e analógicos à robótica, da realidade aumentada à virtual, passando por todas as interfaces que nos conectam, mas também a força simbólica que as atravessa: a ludicidade.

O espírito lúdico, tão presente nos brinquedos e brincadeiras que marcam nossa memória coletiva, é também um convite à imaginação, ao encontro e à criação de novos mundos possíveis. No entanto, que esta alegria não se restrinja apenas aos espaços de conforto que muitos de nós habitamos. Que ela possa alcançar aqueles que, por barreiras políticas, pela dor das guerras, pelas desigualdades ou pela ausência de humanidade, encontram-se distantes do direito ao brincar, ao sonhar e ao simplesmente existir com dignidade.

O Natal nos lembra a humildade da humanidade: aquela que se revela na simplicidade, no cuidado e no reconhecimento do outro. Que, como grupo de pesquisa, possamos renovar nosso compromisso ético de compreender e transformar a cultura digital de modo que ela expanda horizontes, inclua, acolha e faça florescer possibilidades mais humanas.

Que o espírito natalino nos inspire a continuar investigando, criando e compartilhando caminhos onde o lúdico seja ponte, e nunca fronteira.

Feliz Natal e um Ano Novo de descoberta, sensibilidade e esperança para todos nós!

2026 vai ser um ano especial, com a sua participação!