terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

Existem mapas conceituais errados?

Amigos blogueiros, no curso que estamos participando sobre o Docência Online, estamos participando do módulo 8, sobre Cartografia Cognitiva.
Neste módulo estamos partilhando a teoria e a nossa prática, discutindo sobre aprendizagem significativa e sobre o processo de construção de mapas conceituais (MC). Uma das discussões gostaria de partilhar com vocês, pois trata-se de algo relevante no tocante ao uso dos MC.
A questão - um tanto polêmica - é a seguinte: existem mapas conceituais certos e mapas conceituais errados?

Vamos a dois pontos para nossa reflexão e argumentação posterior:

1º) O próprio material apresentado pelo grupo que coordena o módulo nos apresenta, no capítulo 4, o seguinte:


Além de programas para a construção de mapas, também estão sendo desenvolvidos programas para a sua avaliação. [1] CONLON (2004), da Universidade de Edinburgo , está implementando um software chamado RFA – The Reasonable Fallible Analyser – para a avaliação formativa de mapas conceituais.

2º) Existem alguns pesquisadores, tais como Ana Araújo , Crediné Menezes e Davidson Cury, da UFES, que apresentam um estudo sobre o apoio automatizado à avaliação da aprendizagem utilizando mapas conceituais.
Vejamos uma parte do texto (disponível em: http://www.nce.ufrj.br/sbie2003/publicacoes/paper31.pdf):


Além do conhecimento adquirido pelo estudante, a avaliação de mapas conceituais consegue mostrar ao professor vários outros aspectos do processo de ensino/aprendizagem como, por exemplo, conceitos mal formados ou falhas no conhecimento; habilidade de organização; características cognitivas; profundidade com que o aluno processa um determinado conteúdo; estruturas conceituais; hierarquização, diferenciação, discriminação e integração de conceitos; mudanças conceituais e aprendizagem significativa [Know 2001] [Ausu 1978]. A avaliação de mapas conceituais pode ser feita pelo professor de duas maneiras [Turn and Atman 2000]:
• Através da análise individual do mapa conceitual construído pelo aluno, verificando características como, por exemplo, o número de conceitos representados, o número de ligações entre conceitos, o número de ligações cruzadas, o número de níveis hierárquicos e o número de exemplos citados;
• Através da comparação do mapa do aluno com um mapa desenvolvido por um especialista.

Ficam então algumas provocações para que nós possamos aprofundar:

· Os MC servem para avaliar? Avaliar o quê?
· Que tipo de avaliação pode ser feita com um MC? Qualitativa ou quantitativa?
· Existem mapas certos e errados?
· A avaliação seguirá padrões objetivos ou subjetivos?
Aguardo suas considerações, caro leitor de nosso blog!

Um comentário:

Joel disse...

Olá professor,

interessante esse debate sobre os mapas.

Acredito que sim, os mapas podem ser avaliados em certo e errado, mas apenas do ponto de vista de sua formação, como é afirmado em um trecho do seu texto: "..está implementando um software chamado RFA – The Reasonable Fallible Analyser – para a avaliação FORMATIVA de mapas conceituais." Nesse caso, até um software poderea fazê-lo.

Do ponto de vista qualitativo, minha resposta é não, pois cada um faz seu mapa da maneira como as idéias estão organizadas em sua mente, sendo assim, torna-se muito subjetiva uma correção desse tipo.
Até a próxima