quinta-feira, 30 de outubro de 2008

EPEAL


Os discentes do Mestrado em Educação Brasileira da
Universidade Federal de Alagoas estará realizando o
III EPEAL - Encontro de Pesquisa em Educação de Alagoas
entre os dias 03 e 05/12/2008.

É uma promoção do PPGE/CEDU/UFAL

Visite o site e inscreva-se!

Mais informações: http://www.cedu.ufal.br/evento/epeal2008/index.php

domingo, 26 de outubro de 2008

Um blog como interface de avaliação?


Toda "boa" discussão sobre Educação a Distância sempre evidencia as "mudanças" pedagógicas necessárias quando incorporamos a EAD ao processo educacional.


Uma destas mudanças é quanto a avaliação da aprendizagem! Mas esta mudança nã é só necessária a modalidade EAD. Em muitos casos da modalidade presencial estas mudanças também são necessárias.

É uma questão de filosofia da aprendizagem, como postula Oliveira (2006).

Como tenho um interesse significativo pelo uso de interfaces no processo de aprendizagem (inclusive sobre o papel do tutor como mediador da aprendizagem), estou buscando olhar as possibilidades que a Internet nos disponibiliza, inclusive como possibilidades de instrumentos avaliativos ou ambientes propiciadores de comunicação e avaliação.

Neste sentido gostaria de trazer aqui um parágrafo (inteiro) e mais um trecho do texto APRENDIZAGEM MEDIADA E AVALIADA POR COMPUTADOR: A INSERÇÃO DOS BLOGS COMO INTERFACE NA EDUCAÇÃO, de Rosa Meire Carvalho de Oliveira.

O texto na íntegra está disponível no livro de Marco Silva e Edméa Santos: Avaliação da aprendizagem em educação online.

Eis o trecho:

Como objeto de aprendizagem o blog incorpora muitas idéias já defendidas por educadores como Paulo Freire (2002) e Lev S. Vygotsky (1989), que viam a aprendizagem como uma condição não individual, mas socialmente construída. Vygotsky defende que a chave para a aprendizagem está na interação professor-aluno. Neste sentido, os educadores cumprem papel fundamental de mediadores da cultura na relação do sujeito com o mundo quando, ao interagir com o aluno, põem a serviço suas capacidades, de forma dialógica, em prol do processo de aprendizagem. (p. 340)

Como interface, o blog cumpre o papel de achar-se disponível ao processo avaliativo, respondendo, na ponta, por uma decisão polítioc-pedagógica das instituições escolares, de inserí-lo de forma estruturante... (p. 342)

Diante destes dois textos, e daquilo que todos estão lendo sobre EAD e Avaliação, gostaria de perguntar:

O blog pode ser utilizado como um elemento confiável na avaliação dos alunos, numa proposta de educação online?

quarta-feira, 22 de outubro de 2008

Oficina no V Congresso Acadêmico UFAL 2008

Fotos da Oficina

MAPAS CONCEITUAIS E O PROCESSO DE APRENDIZAGEM

realizada no V Congresso Acadêmico UFAL

Oficina ministrada pela Profa. Ms. Maria Aparecida Viana e

pelo Prof. Esp. Fernando Silvio C. Pimentel

terça-feira, 21 de outubro de 2008

V Congresso Acadêmico UFAL

Algumas imagens do V Congresso Acadêmico UFAL 2008

E agora... mais uma LEI!

Folha de São Paulo publicou nesta última segunda:

(Disponível na Folha de São Paulo, 20 de outubro de 2008. Cotidiano. C4 e na Folha Online. Acesso em 21 de outubro de 2008. http://www1.folha.uol.com.br/folha/educacao/ult305u458094.shtml)

20/10/2008 - 09h50

Lei autoriza ensino médio a distância em SP

FÁBIO TAKAHASHIda Folha de S.Paulo
Uma nova legislação educacional em SP, publicada na sexta-feira, permitirá que escolas de ensino médio do Estado ofereceram até 20% da carga horária na modalidade a distância.
A deliberação foi aprovada pelo Conselho Estadual de Educação e homologada pela titular da área do governo José Serra (PSDB), Maria Helena Guimarães de Castro.
A alternativa pode ser utilizada tanto por escolas particulares quanto estaduais. Para a rede privada, cabe a cada colégio a decisão; para a pública, depende de uma determinação da Secretaria da Educação.
A norma entrou em vigor já na sexta-feira, com a homologação no "Diário Oficial".
A legislação determina que as escolas ofereçam, ao menos, 800 horas letivas ao ano. Pela deliberação do conselho, até 160 horas poderão ser feitas pelos alunos a distância.
A intenção, afirma o órgão, é "chamar a atenção para uma metodologia que pode e deve ser estimulada para promover a melhor aprendizagem".
Segundo o presidente do conselho, Arthur Fonseca Filho, antes, as escolas que pretendessem utilizar o método tinham de pedir, uma a uma, a autorização. "Nenhuma fez tal pedido, até porque a lei não era muito clara. Agora, as escolas já estão autorizadas."
A Secretaria da Educação informou que a atual gestão não pretende implementar a mudança na sua rede. Já o Sieeesp (sindicato das escolas particulares do Estado) disse que ainda analisará o dispositivo.
Para o presidente da Câmara Básica do Conselho Nacional de Educação, Cesar Callegari, "o ensino a distância não é necessariamente ruim, mas a norma abre a chance de escolas buscarem só corte de custos, em detrimento da qualidade".

domingo, 19 de outubro de 2008

Mais uma vez o Brasil fixa-se na “telinha”.

Mais uma vez a sociedade esquece-se de seus próprios problemas para poder acompanhar, consternada, o resultado de mais de 100 horas de um episódio triste, tendo como protagonista um jovem que fez sua ex-namorada refém, juntamente com sua amiga. Duas adolescentes na mira de um jovem sem sentido, sem certeza daquilo que deseja.

Inegavelmente que o episódio foi o resultado de uma vida sem objetivos para Lindemberg e que este fato ficará marcado na mente de seus vizinhos e dos familiares das famílias envovidas...

Mas o que me chama atenção, assim como coloquei numa outra oportunidade (refletindo sobre o Caso da menina Nardoni), é como temos facilidade em esquecer alguns fatos que estão nos cercando...

Vivemos num país de esquecidos...
Esquecemos
... dos outros tantos jovens que morreram nestas mesmas 100 horas em todo o Brasil.
... dos prefeitos e vereadores eleitos que estão respondendo a processos (alguns inclusive estão presos).
... da “crise” financeira que está assustando o mundo, apesar do nosso Presidente e seu Vice dizerem que o Brasil é forte.
... de todos os meninos e meninas que estão nas ruas de nossas cidades, sem escola, sem vida digna, sem direitos, apesar da lei estar no papel.

Como curioso dos aspectos sociais da nossa vida fico pensando nos pressupostos de Balman e de Castells, que apontam uma modernidade líquida numa vivência de relações fixadas em pouco ou nenhum sentimento, na busca de sentido e conectadas por um fio muito tênue.

Como todos os brasileiros também ficam pensando se fosse com minha própria família, e me solidarizo com as famílias das vítimas deste caso e de tantos outros que aconteceram esta semana.

Mas como estudioso fico pensando até quando iremos ficar grudados na telinha, presos pelos apelos emotivos de cada emissora, esquecendo de tudo o que está acontecendo ao nosso redor...

Novidades no nosso Blog

Na busca de facilitar ainda mais o uso do nosso blog pelos nossos visitantes estamos implantando duas novas funções.



A primeira função, denominada de INCREVER-SE, é um serviço de FEED.

Os Feeds são usados para que um usuário de internet possa acompanhar os novos artigos e demais conteúdo de um site ou blog sem que precise visitar o site em si. Sempre que um novo conteúdo for publicado em determinado site, o "assinante" do feed poderá ler imediatamente.
No nosso caso você poderá fazer a opção de receber somente as novas postagens ou receber (também) os comentários publicados nos posts deste blog.
(Uma boa!)


A segunda função é o que chamamos de Índice de Marcadores que serve como um contador de postagens sobre um mesmo assunto, oportunizando ao usuário do blog acessar rapidamente todas as postagens sobre um mesmo assunto.

Vamos testar?

Aguardo suas observações.

Quem é o tutor? Contribuição de Beth Almeida

Contribuição de Beth Almeida para nossa discussão sobre quem é o tutor.

Queridos Carmen, Fernando (Silvinho), colegas
Quem é o tutor? Se defendemos que o tutor tem que ser um professor, porque usar outras denominações?
Será porque ainda não conseguimos dar conta de formar o professor com competências para atuar na cibercultura? Não se trata de ser preparado para desenvolver a prática pedagógica em EAD ou face a face e sim de saber integrar as tecnologias digitais ao currículo.
Excluir a denominação professor dos sistemas educacionais online significa colocar em seu lugar outro profissional muitas vezes preparado aligeiradamente para lidar com as tecnologias de suporte às atividades e não reconhecer seu papel enquanto categoria profissional. Já encontrei tutor que é meramente respondedor de perguntas, outros têm o papel de bedel e alguns o papel de professor...
Nós que acreditamos na educação temos o compromisso de defender o lugar do professor e buscar metodologias adequadas para sua formação.
Abç c/ carinho!


(Texto disponível num curso interinstitucional sobre Docência Online que estamos fazendo parte)

Quem é o tutor?

Eis dois mapas conceituais elaborados pelos alunos de GTI a partir do estudo de artigos científicos apresentados em eventos de EAD:




segunda-feira, 13 de outubro de 2008

Quem é o tutor?

Quem é o tutor?

Não concordo com a afirmação de que qualquer um pode ser um mediador. Mas quanto ao uso da terminologia relembro o que Aretio disse: não há uma unanimidade para nomear o profissional que tem como função acompanhar o desenvolvimento e a caminhada do aluno num curso online. Para uns é tutor, para outros professor-tutor, etc.

Tenho buscado defender a idéia de que não é qualquer um que pode estar neste papel da mediação e da "provocação" para a interação, mas que devemos ter um cuidado todo especial para a formação do tutor. Uma formação consistente, com elementos da andragogia e heutagogia (Beth Almeida), com elementos sobre interação e interatividade (Marco Silva), além do domínio do conteúdo e competência técnica (entre outros).

A questão da desprofissionalização do papel docente é algo que está borbulhando em muitos cantos do Brasil. Isso até mesmo pelo simples fato de que o tutor não é registrado profissionalmente, além de todos os conceitos e preconceitos que temos quando relembramos a figura do tutor no século XV.

Mas creio que, como estamos construindo este campo do conhecimento (educação online), cabe a nós também discutirmos qual será o papel deste profissional ou se ele deve continuar a existir.

Precisamos inclusive questionar sobre a figura do tutor aos olhos da UAB, pois os processos de seleção estão - no mínimo - desvalorizando ainda mais este papel docente. Além do fato de que as bolsas são destimulantes e não há incentivos para uma formação adequada - o que seria o ideal.

E então pessoal? Quem é o tutor? Será ele responsável pela mediação num AVA? Será que conferir ao tutor o papel de acompanhamento, de mediação, de provocar interação é estar desprofissionalizando o papel docente? Não seria o tutor também um docente?


(Reflexão realizada inicialmente no curso interinstitucional Formação de Professores para a Docência Online)