segunda-feira, 25 de abril de 2011
É Páscoa! Aleluia!
quarta-feira, 9 de março de 2011
Comecemos Santamente a Quaresma
Chegou a santa Quaresma!
sexta-feira, 15 de outubro de 2010
Oração do Educador Cristão
Deus de Sabedoria
Deus de sabedoria infinita,
Tu comunicas o teu projecto de salvação
E sempre o renovas na originalidade de cada criatura,
Pleno de paciência misericordiosa
E pedindo conversão urgente.
A luz do teu Espírito nos ilumine
Na orientação dos recursos e energias de cada pessoa
Para o gosto de praticar o bem,
Dentro de um projecto de vida à tua medida.
O Mestre único, o teu Jesus,
É exemplo perfeito da tua surpreendente pedagogia.
Como Ele, saibamos desenvolver e sustentar as forças interiores de cada ser humano,
Em ordem à sua autonomia e liberdade.
Animados pela tua fortaleza, saibamos antecipar e prevenir,
Formando consciências fortes, pautadas por valores firmes,
Responsáveis pelo seu dever.
Concede-nos a graça de conduzir aqueles que nos confiaste
Ao centro onde moras em cada um
E à profundidade de sentido que a opção da fé oferece.
Habite em nós, pelo teu Espírito,
Um amor exigente e capaz de esperar,
Um amor integral e capaz da gradualidade,
Um amor sincero e capaz de dizer não,
Um amor afectuoso e capaz da autoridade,
Um amor sacrificado e capaz da alegria.
Faz-nos, pela contemplação do Mestre,
Educadores atentos às mudanças,
Formadores do sentido crítico e ponderado,
Presente em pessoas preparadas para enfrentar as exigências actuais,
Com serenidade criativa e abertura solidária.
As nossas atitudes tenham a proximidade de quem, como Tu, é fiel.
Os nossos gestos tenham a amabilidade de quem, como Tu, confia.
Os nossos critérios tenham a paixão de quem, como Tu, ama.
D. Carlos Azevedo
domingo, 4 de abril de 2010
Com Cristo, com a Igreja e com Pedro
Caríssimos blogueiros, internautas de plantão e visitantes ocasionais: não deixemos que os erros de alguns apaguem os benefícios de muitos. Que os erros nos sirvam para nosso aprendizado. Que sirvamos a Deus sem temor, lembrando que - enquanto estamos neste mundo - todos nós podemos cometer erros, mas que também devemos lutar para sermos testemunhas de Jesus.Publicado originalmente por Dom Henrique Soares (Arcebispo Auxiliar de Aracaju) em: http://costa_hs.blog.uol.com.br/
Caro Internauta, recebi e repasso com prazer:
Elizabeth Lev é uma historiadora americana que atualmente trabalha em Roma e que rechaça a campanha da mídia atual contra sacerdotes e religiosos.
Ela a compara àquela do final do século XVIII na França quando os escândalos se magnificavam para fazer as pessoas acreditarem que isto era endêmico no clero, o que levaria anos mais tarde ao assassinato de muitos presbíteros. A partir da perspectiva de um analista protestante inglês dessa época, a perita explica que a intenção dos ataques é destruir a força moral da Igreja Católica.
Em um artigo titulado “Em defesa do clero católico (ou queremos outro reino do terror?)” publicado no site Web Politics Daily, Lev se refere ao clima triunfalista em 1790 na França com a revolução e à postura de Edmund Burke, um protestante membro do Estado inglês, que nesse ano criticava a campanha anticlerical dos franceses que desenterravam escândalos de décadas e inclusive, séculos antes.
“Vendo o estilo geral das últimas publicações, as pessoas poderiam pensar que o clero da França são uma espécie de monstros, uma horrível composição de superstição, ignorância, preguiça, fraude, avareza e tirania. Mas, é certo isto?”, questionava- se Burke.
Depois de perguntar-se sobre o que Burke teria opinado ante as tentativas da mídia atual de vincular, a qualquer preço, o Papa com qualquer escândalo de pedofilia, Lev assinala que o protestante inglês comentava naquele tempo que “não escuto com muita credibilidade a quem fala do mal daqueles a quem vão saquear. Suspeito, ao invés, que os vícios aos que se referem são fingidos ou exagerados quando se busca apenas proveito no castigo que planejam“.
Quando Burke escrevia isto, diz Lev, “os revolucionários franceses estavam preparando-se para a confisco massivo das propriedades da Igreja.
Atualmente, escreve a historiadora, “os luxuriosos informes sobre os abusos sexuais do clero (como se estivessem limitados somente ao clero católico) foram colocados por cima dos massacres de cristãos na Índia e Iraque. Além disso, a frase ‘abuso sexual do clero’ se equipara erroneamente com ‘pedofilia’ para avivar ainda mais a indignação. Não consideram a perspicácia política de um Edmund Burke que se pergunta por que a Igreja Católica é escolhida para ser tratada assim”.
Logo depois de reconhecer que efetivamente é muito grave o mal produzido por uma pequeníssima minoria de sacerdotes católicos contra menores, Lev recorda que são muitíssimos mais os que “vivem santamente em suas paróquias, atendendo os seus paroquianos. Estes bons homens foram manchados pela mesma tinta venenosa” de muitos meios.
Seguidamente assinala que nos Estados Unidos os abusos sexuais de clérigos não chegam ao 2 por cento e que este dado foi apresentado pelo New York Times. Mas ao “ler os jornais, pareceria que o clero católico tem um monopólio em acusações a menores”.
“Se Burke estivesse vivo hoje em dia, talvez teria discernido outro motivo atrás dos ataques ao clero católico, além das propriedades da Igreja: principalmente destruir a credibilidade de uma voz moral capitalista no debate público” que se fez evidente, por exemplo, na reforma de saúde nos Estados Unidos.
Ante a posição pró- vida dos prelados, precisa Lev, “e para silenciar a voz moral da Igreja, a opção preferida foi a de desacreditar a seus ministros”.
“A três anos das reflexões do Burke, suas predições provaram ser corretas. O Regime do Terror chegou em 1793, levando centenas de sacerdotes à guilhotina e forçando o resto a jurar lealdade ao Estado por cima da Igreja. Para Burke estava claro que a campanha anticlerical de 1790 era ‘apenas temporal e preparatória para a abolição última… da religião cristã ao levar a seus ministros ao desprezo universal’”, prossegue a historiadora.
“Espera-se que a população tenha o suficiente sentido comum para mudar de curso muito antes que cheguemos a este ponto”, conclui.
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É Páscoa!
Uma Santa e Feliz Páscoa para todos!
no sangue derramado a vida renasceu.
Seu pé ferido nova estrada abriu e neste homem novo,
o homem enfim se descobriu.
Meu coração me diz: o amor me amou
e se entregou por mim, Jesus ressuscitou.
Passou a escuridão, o sol nasceu!
A vida triunfou, Jesus ressuscitou!
Jesus me amou e se entregou por mim,
os homens todos podem o mesmo repetir.
Não temeremos mais a morte e a dor,
o coração humano em Cristo descansou.
sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010
Quaresma - tempo de voltar para Deus
O sentido da Quaresma
A Quaresma é um período de quarenta dias. Inicia-se na Quarta-feira de Cinzas, prolongando-se até a Quinta-feira Santa, antes da Missa na Ceia do Senhor. Trata-se de um tempo privilegiado de conversão, combate espiritual, jejum e escuta da Palavra de Deus.
Na Igreja Antiga, este era o tempo no qual os catecúmenos (adultos que se preparavam para o Batismo) recebiam os últimos retoques em sua formação para a vida cristã: eles deveriam entregar-se a uma catequese mais intensa e aos exercícios de oração e penitência. Pouco a pouco, toda a comunidade cristã - isto é, os já batizados em Cristo -, começou a participar também deste clima, tanto para unir-se aos catecúmenos, como para renovar em si a graça de seu próprio batismo e o fervor da vida cristã, preparando-se, assim, para a santa Páscoa.
Assim, surgiu a Quaresma: tempo no qual os cristãos, pela purificação e a oração, buscam renovar sua conversão para celebrarem na alegria espiritual a Santa Vigília de Páscoa, na madrugada do Domingo da Ressurreição, renovando suas promessas batismais. Assim, o santo tempo quaresmal tem uma vertente ascética e uma outra mística, centrada na contemplação do mistério pascal de Cristo.
As práticas da Quaresma
A oração: neste tempo os cristãos se dedicam mais à oração. Uma boa prática é rezar diariamente um salmo ou, para os mais generosos, rezar todo o saltério no decorrer dos quarenta dias. Pode-se, também, rezar a Via Sacra às sextas-feiras!
A penitência: todos os dias quaresmais (exceto os domingos!) são dias de penitência. Cada um deve escolher uma pequena prática penitencial para este tempo. Por exemplo: renunciar a um lanche diariamente, ou a uma sobremesa, etc... Na Quarta-feira de Cinzas e na Sexta-feira Santa os cristãos jejuam: o jejum nos faz recordar que somos frágeis e que a vida que temos é um dom de Deus, que deve ser vivida em união com ele. Os mais generosos podem jejuar todas as sextas-feiras da Quaresma. Farão muitíssimo bem! Recordemo-nos que às sextas-feiras os católicos não devem comer carne; e isto vale para o ano todo!
A esmola: trata-se da caridade fraterna. Este tempo santo deve abrir nosso coração para os irmãos: esmola, capacidade de ajudar, visitar os doentes, aprender a escutar os outros, reconciliar-se com alguém de quem estamos afastados - eis algumas das coisas que se pode fazer neste sentido! É nesta perspectiva que se deve compreender a Campanha da Fraternidade, um gesto de amor de toda a comunidade cristã em relação aos mais necessitados. Neste ano, a Igreja no Brasil lembra-nos que a economia é para o homem e não o homem para a economia: uma economia que honre a Deus, colocando-se a serviço do homem e não do lucro primeiramente.
A leitura da Palavra de Deus: este é um tempo de escuta mais atenta da Palavra: o homem não vive somente de pão, mas de toda Palavra saída da boca de Deus. Seria muitíssimo recomendável ler durante este tempo o Livro do Êxodo ou o Evangelho de São Lucas ou as Cartas de São Paulo.
A conversão: “Eis o tempo da conversão!”, diz-nos São Paulo. Que cada um veja um vício, um ponto fraco, que o afasta de Cristo, e procure lutar, combatê-lo nesta Quaresma! É o que a Tradição ascética de Igreja chama de “combate espiritual” e “luta contra os demônios”. Nossos demônios são nossos vícios, nossas más tendências, que precisam ser combatidas. Os antigos davam o nome de sete demônios principais: a soberba, a avareza, a tristeza (hoje diz-se a inveja), a preguiça, a ira, a gula, a sensualidade. Estes demônios geram outros. Na Quaresma, é necessário identificar aqueles que são mais fortes em nós e combatê-los! Recomendo, neste sentido, a leitura do livro “O Céu começa em você” de Aselm Grün” ou “Diálogo com Deus”, de García Colombás ou “Jesus de Nazaré”,do Papa Bento XVI.
A liturgia da Quaresma
Este tempo sagrado é marcado por alguns sinais especiais nas celebrações da Igreja: A cor da liturgia é o roxo - sinal de sobriedade, penitência e conversão; não se canta o Glória nas missas (exceto nas solenidades, quando houve); não se canta o aleluia que, sinal de alegria e júbilo, somente será cantado outra vez na Páscoa da Ressurreição; os cantos da missa devem ter uma melodia simples; não é permitido que se toque nenhum instrumento musical, a não ser para sustentar o canto, em sinal de jejum dos nossos ouvidos, que devem ser mais atentos à Palavra de Deus; não é permitido usar flores nos altares, em sinal de despojamento e penitência (nos casamentos e outras festas as igrejas, devem ser enfeitadas com MUITA sobriedade!); a partir da quinta semana da Quaresma podem-se cobrir de roxo ou branco as imagens, em sinal de jejum dos sentido, sobretudo dos olhos.
O importante é que todas estas práticas nos levem a uma preparação séria e empenhada para o essencial: a Páscoa! As observâncias quaresmais não são atos folclóricos, mas instrumentos para nos fazer crescer no processo de conversão que nos leva ao conhecimento espiritual e ao amor de Cristo. Tenhamos em vista que o ponto alto do caminho quaresmal é a renovação das promessas batismais na Santa Vigília pascal e a celebração da Eucaristia de Páscoa nesta mesma Noite Santa, virada do sábado para o Domingo da Ressurreição.
Fonte: http://costa_hs.blog.uol.com.br/
quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010
CNBB e CONIC abrem a CF 2010
Foi aberta nesta Quarta-feira de Cinzas, 17, em Brasília, a Campanha da Fraternidade Ecumênica 2010 (CFE), com o tema “Economia e Vida” e lema “Vocês não podem servir a Deus e ao dinheiro (Mt 6, 24)”. O evento contou com a participação dos representantes das cinco Igrejas membros do Conselho Nacional de Igrejas Cristãs do Brasil (CONIC), responsável pela Campanha deste ano por ser ecumênica.
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segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010
Nota da CNBB sobre o Plano de Direitos Humanos do Governo
A promoção e a defesa dos Direitos Humanos tem sido um dos eixos fundamentais da atuação e missão evangelizadora da CNBB em nosso país. Comprovam-no as iniciativas em prol da democracia; as Campanhas da Fraternidade; a busca pela concretização da Lei 9840 - contra a corrupção eleitoral; a recente Campanha “Ficha Limpa”; a defesa dos povos indígenas e afro-descendentes; o empenho pela Reforma Agrária, a justa distribuição da terra, a ecologia e a preservação do meio ambiente; o apoio na elaboração dos Estatutos da Criança e do Adolescente, do Idoso e da Igualdade Racial, entre outros.
Neste contexto, a CNBB se apresenta, mais uma vez, desejosa de participar do diálogo nacional que agora se instaura, sobre o Programa Nacional de Direitos Humanos (PNDH 3), tornado público aos 21 de dezembro de 2009.
A Igreja Católica considera o movimento rumo à identificação e à proclamação dos direitos humanos como um dos mais relevantes esforços para responder de modo eficaz às exigências imprescindíveis da dignidade humana (cf. Concílio Vaticano II, Declaração Dignitatis Humanae, 1). O Papa João Paulo II, em seu Discurso à Assembléia Geral das Nações Unidas, em 21 de outubro de 1979, definiu a Declaração Universal dos Diretos Humanos como “uma pedra miliária no caminho do progresso moral da humanidade”.
O Brasil foi uma das 171 nações signatárias da Declaração de Viena, fruto da Conferência Mundial sobre Direitos Humanos, em 1993, sob o signo da indissociabilidade entre Democracia, Desenvolvimento Econômico e Direitos Humanos.
No entanto, em sua defesa dos Direitos Humanos, a Igreja se baseia na concepção de Pessoa Humana que lhe advém da fé e da razão natural. Diante de tantos reducionismos que consideram apenas alguns aspectos ou dimensões do ser humano, é missão da Igreja anunciar uma antropologia integral, uma visão de pessoa humana criada à imagem e semelhança de Deus e chamada, em Cristo, a uma comunhão de vida eterna com o seu Criador. A pessoa humana é, assim, sagrada, desde o momento de sua concepção até o seu fim natural. A raiz dos direitos humanos há de ser buscada na dignidade que pertence a cada ser humano (cf. Concílio Vaticano II, Constituição Pastoral Gaudium et Spes, 27). “A fonte última dos direitos humanos não se situa na mera vontade dos seres humanos, na realidade do Estado, nos poderes públicos, mas no próprio ser humano e em Deus seu Criador” (Compêndio de Doutrina Social da Igreja, 153). Tais direitos são “universais, invioláveis e inalienáveis” (JOÃO XXIII, Encíclica Pacem in Terris, 9).
Diante destas convicções, a CNBB tem, ao longo de sua história, se manifestado sobre vários temas contidos no atual Programa Nacional de Direitos Humanos. Nele há elementos de consenso que podem e devem ser implementados imediatamente. Entretanto, ele contém elementos de dissenso que requerem tempo para o exercício do diálogo, sem o qual não se construirá a sonhada democracia participativa, onde os direitos sejam respeitados e os deveres observados.
A CNBB reafirma sua posição, muitas vezes manifestada, em defesa da vida e da família, e contrária à descriminalização do aborto, ao casamento entre pessoas do mesmo sexo e o direito de adoção de crianças por casais homoafetivos. Rejeita, também, a criação de “mecanismos para impedir a ostentação de símbolos religiosos em estabelecimentos públicos da União”, pois considera que tal medida intolerante pretende ignorar nossas raízes históricas.
Por intercessão de Nossa Senhora Aparecida, imploramos as luzes de Deus, para que, juntos, possamos construir uma sociedade justa, fraterna e solidária.
Brasília, 15 de janeiro de 2010
quarta-feira, 13 de janeiro de 2010
Descanso eterno!
“Quem acolher em meu nome uma criança, estará acolhendo a mim mesmo”
(Mt. 18, 4-5)
Minha reverência e admiração por uma mulher cheia de amor que soube realmente colocar em prática os ensinamentos de Jesus.
Recebe, Senhor, em tuas veredas.
domingo, 1 de março de 2009
CF 2009 - A paz é fruto da justiça!
....Amigos e amigas, estamos começando a 1ª semana da Quaresma, e neste tempo oportuno de caminhada para a Páscoa a CNBB lança mais uma Campanha da Fraternidade..
....Convido-o a todos a visitarem o blog e lerem o post "Os Silvas sem sepultura do MST"... mas podem ler os outros também... O link é:
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... Obrigado Yuri, por contribuir com nossa reflexão!
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sexta-feira, 23 de janeiro de 2009
Vaticano e a Internet
Depois que o Papa João Paulo II abriu as portas da Igreja para o mundo cibernético, seu sucessor Bento XVI lança no YouTube um canal de comunicação com os fiéis, disponibilizando vídeos sobre acontecimentos da Igreja Católica.Veja a matéria do Site da Canção Nova:
O diretor da Sala de imprensa do Vaticano apresentou, hoje, 23, simultâneamente à mensagem de Bento XVI para o 43º Dia Mundial das Comunicações Sociais, o novo canal do Vaticano no "YouTube".
sexta-feira, 26 de dezembro de 2008
Lírio do Vale, Estrela da Manhã
Por Eduardo Sampaio*
...........Casas repletas de adereços natalinos, sacadas luminosas e mesas preparadas para as imponentes ceias não traduzem, na maioria absoluta das situações, os sentimentos presentes no coração de seus hóspedes. Nesse sentido, é comum ouvir de algumas pessoas que o natal é uma data triste, com recordações negativas e sensações estranhas de nostalgia e, até, de depressão. Para essas pessoas, a figura do “bom velhinho”, símbolo máximo de seus natais, não consegue soerguer o ânimo nem despertar o júbilo, restando-lhes, quando muito, o fugaz consolo dos presentes secretos; dos cartões; das inúmeras, brilhantes e coloridas mensagens virtuais.
...........O natal da maioria da sociedade contemporânea é assim: frio como o Papai Noel, distante como o próprio mito. Para quem procura um “momento mágico”, camuflado de ilusões, ele será sempre esse reverso da alegria. É preciso perceber que esse santo tempo não representa o memorial do arcaico, não comemora o aniversário de um velhinho, de um menino ou de quem quer que seja. Não, ele não é um aniversário! O natal vai muito além de tudo isso, transcende toda e qualquer expectativa, suspende o pensamento, eleva a razão humana à profundidade do coração divino.
...........Outrora, correram jubilantes os magos ao Oriente, não fascinados por inúmeras constelações, imensas árvores, promoções do capitalismo frenético e sem limites – que deturpam o verdadeiro natal –, mas inebriados de esperança pelo nascimento de um Conselheiro Admirável, do Príncipe da Paz, esperado pelas nações da terra. Hoje, acorram a Ele todos os santos, todos os insanos, os realizados e os decepcionados, os mansos e os intolerantes, os cativos e os libertos.
...........A presença desse Santo Menino embalsama, daqueles que O amam, os tristes dias. Ele é a nova chance concedida pelo Pai aos que perderam a esperança na vida e desistiram da caminhada; é a contradição dos que não amam, excluem e humilham. Só a sua luz é capaz de revelar os segredos de todos os mistérios e de extirpar a letal indiferença que coloca na terapia intensiva a sociedade moderna. Proclamem, com força e sem medo, todos aqueles que nEle confiam: “Glória a Deus nas alturas e paz na terra aos homens por Ele amados”, pois Ele é o Lírio do Vale, a Estrela da manhã, o Deus invisível que se permite enxergar para curar a cegueira do mundo.
Natal feliz é natal com Cristo!



