Educação OnLine by Fernando Pimentel
Educação - Tecnologias - Espiritualidade - Partilha
domingo, 5 de abril de 2026
Parar sem parar: o momento em que o pesquisador precisa se encontrar no mapa
O pesquisador-cartógrafo e a arte de sentir o caminho
Sensibilidade, atenção e o constante replanejamento das rotas na pesquisa cartográfica.
domingo, 29 de março de 2026
Anais do IX Encontro de Pesquisa em Educação em Alagoas (Epeal 2025)
Confira as publicações do grupo Comunidades Virtuais Ufal no IX Encontro de Pesquisa em Educação em Alagoas (Epeal 2025).
SANTANA, S. J.; PIMENTEL, F. S. C.; BITTENCOURT, I. I. Incorporação de artefatos digitais por monitores como estratégia pedagógica para promoção da equidade educacional. In.: XI ENCONTRO DE PESQUISA EM EDUCAÇÃO EM ALAGOAS (Epeal), 2025, On-line. Maceió. Anais [...]. Maceió: Universidade Federal de Alagoas (Ufal), 2025. Disponível em: https://doity.com.br/anais/epeal/trabalho/471377. Acesso em: 29/03/2026
CORREIA, S. K. S.; SANTOS, L. V.; PIMENTEL, F. S. C. Metacognição, currículo e inovação: um estudo sobre as práticas pedagógicas na área da Saúde In.: XI ENCONTRO DE PESQUISA EM EDUCAÇÃO EM ALAGOAS (Epeal), 2025, On-line. Maceió. Anais [...]. Maceió: Universidade Federal de Alagoas (Ufal), 2025. Disponível em: https://doity.com.br/anais/epeal/trabalho/468313 Acesso em: 29/03/2026.
NETO, F. N. C.; LIMA, M. S. O.; PIMENTEL, F. S. C. Metodologias Participativas e Tecnologias Digitais: inovação no ensino presencial, semipresencial e a distância. In.: XI ENCONTRO DE PESQUISA EM EDUCAÇÃO EM ALAGOAS (Epeal), 2025, On-line. Maceió. Anais [...]. Maceió: Universidade Federal de Alagoas (Ufal), 2025. Disponível em: https://doity.com.br/anais/epeal/trabalho/469328. Acesso em: 29/03/2026.
SANTOS, D. H. B.; SANTANA, S. J.; PIMENTEL, F. S. C. Práticas avaliativas no contexto do web currículo: planos de aula em formato de infográfico na formação inicial docente. In.: XI ENCONTRO DE PESQUISA EM EDUCAÇÃO EM ALAGOAS (Epeal), 2025, On-line. Maceió. Anais [...]. Maceió: Universidade Federal de Alagoas (Ufal), 2025. Disponível em: https://doity.com.br/anais/epeal/trabalho/477982 Acesso em: 29/03/2026.
PIMENTEL, F. S. C.; FILHO, E. S. Práticas avaliativas na ABP: a BNCC e as TDIC como referência para a inovação pedagógica. In.: XI ENCONTRO DE PESQUISA EM EDUCAÇÃO EM ALAGOAS (Epeal), 2025, On-line. Maceió. Anais [...]. Maceió: Universidade Federal de Alagoas (Ufal), 2025. Disponível em: https://doity.com.br/anais/epeal/trabalho/474730 Acesso em: 29/03/2026.
MARTINS, M. J. R. Am.; SILVA, M. G. A. Construção do livreto interativo do show de Química da Usina Ciência/Ufal com realidade aumentada e realidade virtual In.: XI ENCONTRO DE PESQUISA EM EDUCAÇÃO EM ALAGOAS (Epeal), 2025, On-line. Maceió. Anais [...]. Maceió: Universidade Federal de Alagoas (Ufal), 2025. Disponível em: https://doity.com.br/anais/epeal/trabalho/475896 Acesso em: 29/03/2026.
domingo, 22 de março de 2026
Digital Technologies: Tools or Artifacts? A False Dilemma in Contemporary Education (Part 2)
The very idea of mediation, central to Lev Vygotsky, gains new depth. Digital technologies do not only mediate content; they mediate relationships, time, space, and forms of participation. They expand—and, in some cases, constrain—the Zone of Proximal Development by reorganizing possibilities for collaboration, authorship, and access to knowledge.
An artifact transcends a simple material object, carrying layers of cultural and social meaning that reveal how societies construct their reality. Its understanding evolves from ethnological analysis to broader sociological dimensions, culminating in the view of digital technologies as true contemporary artifacts.
In ethnology, an artifact refers to products created by human groups, such as stone tools or ornaments, which materialize cultural practices and rituals. Alfred Kroeber and Clyde Kluckhohn emphasize that these items are not neutral; they embody ancestral knowledge, symbolizing tribal identities and environmental adaptations. This perspective highlights historicity, where the artifact is a living trace of a specific culture.
From a sociological standpoint, the concept expands to include social constructions that mediate human relations, as proposed by Bruno Latour in Actor-Network Theory. Artifacts do not act in isolation; they form networks with humans, influencing power, norms, and everyday interactions. Pierre Bourdieu complements this view by interpreting them as “habitus objects,” reproducing social structures and collective habits within contexts of domination or resistance.
Digital technologies—such as distance learning platforms or social networks—fit perfectly as digital artifacts: they go beyond utilitarian functionality, mediating cultural meanings and reconfiguring subjectivities. Inspired by Vygotsky, they act as cognitive extensions, shaping the Zone of Proximal Development in hybrid environments. Thus, a Moodle is not merely a tool, but an artifact that constructs collaborations and pedagogical identities in the digital age.
Insisting on the conception of technology as a simple tool is, to some extent, to reduce its educational potential. It is to ignore its role as a constitutive element of contemporary culture and, consequently, of learning itself.
Defending digital technologies as artifacts is not a terminological exercise. It is an invitation to a paradigm shift. It means recognizing that educating in digital culture requires more than incorporating resources—it demands understanding the epistemological, cognitive, and social transformations these artifacts engender.
And so, we return to the provocative question: is technology a tool?
Perhaps the most honest answer is: not only. And it is precisely in this “not only” that lies both the challenge and the potential of education in the 21st century.
Digital Technologies: Tools or Artifacts? A False Dilemma in Contemporary Education (Part 1)
When revisiting the ideas of Lev Vygotsky, we realize that the very notion of a tool already goes beyond a purely utilitarian meaning. For him, tools—whether material or symbolic—mediate the relationship between the individual and the world. They do not merely assist action; they constitute it. Moreover, they reorganize psychological functioning itself, influencing ways of thinking, feeling, and learning.
In this sense, we must problematize: when we talk about digital technologies in education, are we truly dealing with “tools” in the classical sense? Or are we facing something deeper—cultural artifacts that reconfigure social, cognitive, and pedagogical practices?
The idea of technology as a tool suggests control, externality, and neutrality. We use a tool, master its functioning, and apply it according to our intentions. However, this logic does not hold in the face of contemporary digital technologies. Digital platforms, social networks, algorithms, and interactive environments are not passive; they structure possibilities for action, shape interactions, and influence processes of meaning-making.
It is at this point that the notion of a digital artifact becomes more fruitful. Unlike a tool, an artifact is not merely a means to an end; it is a cultural production imbued with intentions, values, and historically situated modes of use. A digital artifact is not simply used—it is appropriated, resignified, and, at the same time, it also transforms us.
When a student interacts in a virtual environment, for example, they are not just “using a tool.” They are immersed in an ecosystem of mediations involving language, digital culture, forms of social interaction, and specific modes of knowledge organization. In this context, the digital artifact actively participates in shaping the learning experience.
Read more at: https://fernandoscpimentel.blogspot.com/2026/03/digital-technologies-tools-or-artifacts_22.html
domingo, 15 de março de 2026
Educação digital: da BNCC à sala de aula – o que precisamos saber?
Nesta semana terei a alegria de participar de mais um momento de diálogo com educadores da educação básica. No próximo dia 19 de março, às 10h, estarei em São Sebastião (AL) para ministrar a palestra “Educação digital: da BNCC à sala de aula – o que precisamos saber?”.
A atividade integra uma ação formativa promovida pela Secretaria Municipal de Educação de São Sebastião, reunindo professores, gestores escolares, coordenadores pedagógicos, técnicos educacionais e equipes multiprofissionais da rede municipal. O encontro será realizado na Quadra da EMED Vereador Expedito Porfírio dos Santos e terá duração de duas horas.
A proposta da palestra é discutir como a educação digital, prevista na Base Nacional Comum Curricular (BNCC), pode ser compreendida e efetivamente incorporada às práticas pedagógicas do cotidiano escolar. Mais do que o uso de tecnologias, trata-se de refletir sobre competências digitais, cultura digital, pensamento crítico, ética e participação ativa dos estudantes em uma sociedade cada vez mais conectada.
Durante o encontro, abordaremos temas como:
a) o que a BNCC propõe em relação à cultura digital;
b) os desafios da integração pedagógica das tecnologias nas escolas;
c) possibilidades de uso significativo das tecnologias digitais no processo de ensino e aprendizagem; e
d) o papel dos professores e das equipes pedagógicas na formação de estudantes críticos, criativos e responsáveis no ambiente digital.
Eventos formativos como este são fundamentais para fortalecer o diálogo entre universidade, pesquisa e escola básica, contribuindo para que a transformação digital na educação ocorra de forma crítica, contextualizada e comprometida com a aprendizagem dos estudantes.
Agradeço à equipe da Secretaria Municipal de Educação de São Sebastião pelo convite e pela iniciativa de promover momentos de formação continuada para seus profissionais.
Será uma grande satisfação compartilhar reflexões, experiências e caminhos possíveis para pensarmos juntos a educação digital no contexto da escola contemporânea.
sábado, 14 de março de 2026
Ufal no fortalecimento da Política Nacional do Ensino Médio
domingo, 8 de março de 2026
Gamificação, narrativa e fluxo: começando uma jornada em Hogwarts na Pedagogia da Ufal
sexta-feira, 6 de março de 2026
O método cartográfico na pesquisa em educação: o pesquisador como parte do processo
domingo, 1 de março de 2026
Tecnologias Digitais e Educação: início de duas jornadas formativas
Março chegou.
Há algo de simbólico nesse início de mês. Março carrega consigo a sensação de recomeço, de planejamento renovado, de agendas que ganham ritmo e de projetos que começam a tomar forma concreta. E, para mim, este março começa com o som inconfundível de salas de aula sendo inauguradas, ainda que híbridas, digitais, atravessadas por telas, plataformas e múltiplas linguagens.
Amanhã inicio as aulas com uma turma de graduação em Pedagogia. Começamos juntos uma jornada de reflexão sobre a relação entre as tecnologias digitais e a educação. Não se trata apenas de falar sobre ferramentas, aplicativos ou plataformas, mas de compreender criticamente como as tecnologias reconfiguram práticas pedagógicas, tempos escolares, modos de aprender e de ensinar. São estudantes que estão iniciando suas trilhas formativas, verdadeiras “feras” em construção, descobrindo a complexidade e a potência da docência em um mundo profundamente mediado pelo digital.
Também amanhã começo as aulas com uma nova turma de mestrandos e doutorandos. Com eles, o movimento é outro, igualmente instigante. Aprofundaremos conceitos, tensionaremos definições, revisitaremos autores, problematizaremos discursos. Discutiremos tecnologia não apenas como instrumento, mas como fenômeno cultural, político, epistemológico. Pensaremos sua relação com as práticas de ensino na contemporaneidade, suas implicações éticas, seus impactos na produção do conhecimento e na formação humana. São novos aspirantes da pesquisa, iniciando suas trilhas investigativas, abrindo caminhos próprios no território da ciência.
Duas turmas. Dois momentos formativos. Duas perspectivas distintas, mas atravessadas por um mesmo eixo: compreender criticamente a tecnologia em sua relação com a educação.
O que nos espera?
Talvez inquietações. Talvez desconstruções. Talvez encantamentos. Certamente perguntas — muitas perguntas. Como formar professores em uma cultura digital? Como pesquisar tecnologia para além do entusiasmo acrítico ou do medo paralisante? Como construir práticas pedagógicas que façam sentido em um tempo de rápidas transformações?
Março começa, portanto, como convite. Convite ao diálogo, à escuta, à construção coletiva. Convite para que a graduação descubra fundamentos e possibilidades. Convite para que a pós-graduação refine conceitos e amplie horizontes teóricos.
Ambas as turmas estão no início de suas trilhas de aprendizagem. E eu também. Porque a cada nova turma, a cada novo semestre, reaprendo o ofício de ensinar.
Que venham as perguntas. Que venham os debates. Que venham as descobertas.
Março começou. E com ele, novas histórias começam a ser escritas.


