quarta-feira, 23 de julho de 2008

Pensar faz bem!

Existem algumas coisas que acontecem para que possamos ter a oportunidade de refletir...

Hoje tive a chance de assistir (em casa – por estar de “molho” com uma gripe forte) a um filme no mínimo intrigante.


"O caçador de pipas" é um destes filmes que nos tiram do sério. Inicialmente pelo fato de estarmos acostumados com um estilo hollywoodiano de filme: com mocinho e bandido... nem sempre caracterizados como tais. Entendo inclusive um comentário de um amigo de infância que, na semana passada, comentava sua revolta com o filme. Não é verdade que a gente espera atitudes mais heróicas das pessoas? Temos em mente, num cantinho escondido qualquer, a lembrança do Zorro, do Superman, do Batman, do Rambo, e de tantos outros heróis. E quando o protagonista tem exatamente uma atitude de fragilidade e covardia o nosso sentimento é exatamente de indignação.

Mas o filme não é só isso. Na minha visão o filme trabalha com contextos mais elaborados, e numa pequena análise sociológica, o contraste as culturas, a riqueza dos detalhes e a própria crueldade estampada nos faz buscar entender o entendível: uma cultura não se entende com poucas leituras, com algumas análises ou com visões periféricas – no mínimo tendenciosas.

É preciso olhar o outro com os olhos do outro.

Mas resolvi escrever este post não para tratar de questões culturais ou sociais. Resolvi escrever exatamente para publicar uma frase que me chamou atenção: “Por você faria isso mil vezes!” – E essa frase me fez recordar o meu pai. Não sei bem por qual motivo, mas creio que pelo fato dele sempre estar disposto a me escutar, mesmo sem ter as respostas, mas por me escutar.

Não que nos outros dias não tenha sentido saudades, mas hoje este filme acordou lembranças boas, saudosas, carinhosas. Deus o abençoe, meu pai!

Um comentário:

Neto disse...

Ao assistir esse filme minha reação, como descrito no seu post, foi de indignação inicialmente. O filme pra mim é morno, sem muitas emoções fortes mais também com algumas cenas marcantes. E justo a mesma frase que foi citada no post que salvou o filme pra mim. Me lembrei de Jesus. De como se deve amar sem medida, e me recordei de uma mensagem que fala que só ama verdadeiramente que sabe perdoar verdadeiramente. Quem não sabe perdoar, não sabe o que é amar.