quinta-feira, 10 de julho de 2008

Nós iremos acompanhar os avanços tecnológicos?

Hoje de manhã pude estar participando de mais um curso, desta vez sobre tutoria para cursos na modalidade EAD, e neste curso deparei-me com uma questão intrigante:

SERÁ QUE ACOMPANHAREMOS OS AVANÇOS TECNOLÓGICOS?

Comecei a pensar sobre isso em relação a educação, pensando também numa notícia que visualizei esta semana sobre filas para aquisição de iPhones 3G, inclusive na Ásia.

As mudanças do mundo digital e virtual avançam de uma forma incrível, superando as melhores expectativas e despertando esperanças para um mundo mais "democratizado"...será?

O Governo Federal, como já mencionei antes, está tentando prover o Brasil de uma infraestrutura que seja viável para a inclusão digital dos educadores e dos estudantes. Isso seguindo o exemplo de outros países europeus.

Mas a questão é que não estamos acompanhando os avanços... enquanto a maioria dos educadores tentam (e lutam) para se apropriar dos saberes necessários para a utilização dos recursos disponibilizados, os avanços viram a esquina deixando poucos vestígios.

Quer ver um exemplo claro: o mercado tem oferecido uma gama de modelos de pen drive, e cada vez mais baratos. Mas poucos ainda possuem e poucos ainda sabem qual a sua funcionalidade.

Assustou com este dado? Parece ficção, mas é verdade! Não estou ampliando a questão.

E então voltamos para a questão do iPhone... a quem servirá? a que parcela da sociedade? Por um lado alguns programas e projetos na tentativa de promover a inclusão digital, por outro lado os grandes avanços sendo disponibilizados a um preço que poucos poderão pagar. E quando teremos acesso a tudo? e quando será que poderemos dizer que estamos "incluídos"? Não sabemos se chegaremos lá... os avanços são rápidos demais e não estamos acompanhando...

Pessimista? Eu?

Ou seria melhor uma utopia? De qualquer forma, coloque sua opinião!

4 comentários:

Professor Fábio Rocha Aragão disse...

O Brasil tenta a qualquer custa inserir a tecnologia para a sociedade brasileira, mas o principal pilar de sustentação de uma nação é sem dúvida a educação e nesse ponto o Brasil necessita avançar todos os seus recursos e investimentos para inicialmente melhorar a educação para a construção de um sociedade mais justa e que receba a tecnologia não como uma barreira para o desenvolvimento mas como mais uma ferramenta da construção da educação desta nação.

Neto disse...

Sinto compartilhar do mesmo pessimismo, ou até podemos dizer, realismo que você. Não precisamos nem divagar tando nem ir tão distante. Nossa realidade é gritante. Temos em nossa turma de Ead alunos que ainda não sabem abrir um e-mail, nem tem acesso a um computador. Onde esse aluno, que será um futuro educador, vai ter uma conciência ou até uma paciência de aprender se não agora, já. Correr atraz faz parte de todo aprendizado, mais para isso precisamos ter recursos e o minimo necessário para começar. Apesar do realizmo tenho esperanças em pessoas como você e tantos outros que estão tentando nos proporcionar uma visão mais ampla e nos forçando a criticar toda essa "facilidade" da inclusão digital.

Joel disse...

Estava hoje de manhã pensando em algo semelhante. É fato que esses recursos são privilégios de uma pequena minoria. Bilhões de pessoas ainda vivem abaixo da linha da pobreza, sem ter nem o que comer direito, o que diria usar um BlueBerry.. os problemas conteporâneos giram giram e esbarram na concentração de renda.. e enquanto uns lutam pra ter um Iphone, outros lutam pra comer.

José vitor Junior disse...

É um assunto bastante polêmico no país dos grandes cotrastes sociais.E já não era de se esperar que novamente todo assunto que envolve educação o professor é o principal alvo a ser questionado.Mas é preciso entender que a educação é um sistema oferecido a todos e privilegiado por poucos.Correr atrás faz parte do dia-a-dia de qualquer ser humano.Mas será que está na frente significa o professor que se limita a dar aula somente com instrumentos tecnológicos ou ainda a pesquisa em livros e bibliotecas tem o seu valor educativo na formação do profissional da educação.Na corrida contra os avanços tecnológicos é preciso ter cuidado para o homem não ser apenas conduzido e a máquina ser a condutora.Alguns colegas nossos de turma na fits precisam ter uma visão mas ampla de que uma pequena tela de um monitor.