sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Mais uma vez... o tutor!


Olá pessoal, começamos o ano verdadeiramente? Já que no Brasil tudo acontece depois do Carnaval?
Bem, comigo foi diferente, pois estive trabalhando durante todo o mês de janeiro...
E, mudando de assunto, aqui quero trazer (na íntegra) uma postagem do Prof. João Mattar em seu blog (http://blog.joaomattar.com/) sobre o PL 2435/2011 que trata da regulamentação da atividade de tutoria no Brasil.
Precisamos aprofundar nossa discussão sobre o tema. Uma boa leitura e um abraço a todos!

PL 2435/2011 (Por João Mattar)


O Projeto de Lei 2435/2011, do Deputado Ricardo Izar, em tramitação na Câmara, dispõe sobre a regulamentação do exercício da atividade de Tutoria em Educação a Distância. A princípio, a iniciativa pareceria positiva para todos que trabalham com EaD, mas um exame mais atento mostra o contrário.
Em nenhum momento o texto deixa claro que o tutor deva ser considerado um professor, nem do ponto de vista pedagógico, nem do ponto de vista profissional e trabalhista. Ao contrário, parece transferir para as instituições de ensino esse “poder”:
Art. 8º Fica facultado a cada uma das instituições de ensino, públicas ou privadas, a atestarem o tempo de docência do trabalho exercido pelo Tutor em Educação a Distância, respeitado o projeto político-pedagógico de cada curso.
Na lista de objetivos (Art. 5º) e das atribuições (Art. 6º) do tutor, é tomado um cuidado excessivo para não caracterizar nenhuma atividade como docente, que é, na prática, em última instância o que os tutores realizam em EaD. Nesse sentido, chegam a ser engraçadas algumas dessas atribuições:
IV – realizar vistorias, perícias técnicas, laudos periciais, informações e pareceres sobre a matéria tutoria;
X – coordenar seminários, encontros, congressos e eventos assemelhados sobre assuntos de tutoria.
O foco das ações da tutoria (Art. 3º) tampouco fica claro:
I – inserção dos recursos tecnológicos na cultura de valores dos discentes;
II – aprimoramento dos conhecimentos tecnológicos e seus processos de verificação da aprendizagem a distância;
III – adaptação do contexto educativo às novas ferramentas de ensino que são as tecnologias para o novo século.
Ao contrário do que a Justificação do Projeto de Lei parece indicar, quando se refere aos baixos salários recebidos pelos tutores, o objetivo por trás da iniciativa não parece ser organizar os tutores, mas sim dividir a classe de professores e regulamentar a atual precarização do trabalho docente em EaD, oficializando que os tutores sejam remunerados indecentemente, como o têm sido. O Projeto de Lei menciona inclusive Conselhos Regionais e Federais de tutores, quando o que realmente precisamos é que o tutor seja considerado professor, sendo assim amparado pelas conquistas das últimas décadas, pela legislação e pelas entidades docentes já existentes.
Já vimos discutindo o tema em vários eventos – cf. o blog do Encontro Nacional de Professores em EaD, e em um GT (Grupo de Trabalho) estabelecido no final de 2011 naABED, estamos desenvolvendo um documento que deve ratificar essa posição a favor do reconhecimento do tutor como professor – e, por consequência, contra o Projeto de Lei. Penso que precisamos lutar contra a aprovação do Projeto de Lei e trabalhar para a elaboração de outro documento legal, que reconheça claramente a atividade de tutoria como docente, posicionando-se assim efetivamente a favor dos tutores. Dividir os professores de EaD em 2 profissões distintas – professores e tutores – não trará benefícios a ninguém neste momento – e justamente benefícios para tutores não parece ser o que está por trás desse Projeto de Lei.
Cf. o texto completo do Projeto de Lei aqui.
Você pode também enviar sua opinião diretamente para o Deputado Ricardo Izar Junior de diversas maneiras:
por email: dep.ricardoizar@camara.gov.br
pelo canal Fale com o Deputado
por telefone: (61) 3215-5634 – Fax: 3215-2634
ou por correio:
Ricardo Izar
Praça dos Três Poderes – Câmara dos Deputados
Gabinete: 634 – Anexo: IV
CEP: 70160-900 – Brasília – DF

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

Ensino técnico a distância vai oferecer 150 mil vagas em 2012

Do site do MEC.
 http://portal.mec.gov.br/index.php?option=com_content&view=article&id=17517

 A Rede e-Tec Brasil, que faz parte das ações do Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e ao Emprego (Pronatec) e oferece gratuitamente cursos técnicos na modalidade a distância, gerará 150 mil vagas em 2012. 

A informação é da Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica (Setec) do Ministério da Educação, que também prevê a abertura de cursos de idiomas no âmbito do programa, com vista aos grandes eventos esportivos que o país receberá nos próximos anos. 

 Além disso, a quantidade de polos será aumentada dos atuais 543 para 800. Número que quase duplicou ao longo do ano passado, já que ao final de 2010 eram 291 em funcionamento. Mais de 75 mil brasileiros se matricularam em cursos técnicos na Rede e-Tec Brasil em 2011. A expectativa para o período era atender 50 mil estudantes. Dos 48 cursos ofertados, os mais procurados são, respectivamente, informática, administração e segurança do trabalho.  

 “A educação a distância permite uma flexibilidade de horário, o que proporciona ao aluno se programar para estudar no momento e espaços mais adequados a sua realidade e tempo disponível, sem para isso ficar dispensado das aulas presenciais”, destaca Marcelo Camilo Pedra, coordenador-geral de fortalecimento das redes de educação profissional e tecnológica do Ministério da Educação, a respeito das qualidades da educação a distância.

 A vantagem é ressaltada também por Vilson de Moura Godoy, 45 anos, que fez o curso técnico de automação industrial no polo de Alegrete (RS), da Universidade Federal de Santa Maria. “Uma das vantagens deste curso foi a flexibilidade de estudar em qualquer horário, inclusive à noite, já que trabalho durante o dia”, conta. Ele, que já possui uma formação anterior em eletrotécnica, explica que fez o curso devido à necessidade que sentiu de se atualizar. 

 Os institutos federais de educação, ciência e tecnologia são os maiores ofertantes dessa modalidade de ensino profissional no âmbito do programa. Ao todo, são 33 institutos federais, dois centros federais de educação tecnológica, além de escolas técnicas vinculadas à Universidade Federal do Rio Grande do Norte, Universidade Federal de Santa Maria e Universidade Federal Rural de Pernambuco. Também há nove instituições estaduais ligadas à Rede e-Tec Brasil. Danilo Almeida Ouça entrevista com Marcelo Camilo Pedra, coordenador-geral de fortalecimento das redes de educação e tecnológica do MEC

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Pesquisador dá entrevista sobre TIC em TV

Enviado por Nasson, da CIED.

Em entrevista para o Bom dia Alagoas da TV Gazeta, o Coordenador Geral da Cied, prof. Luis Paulo Mercado, fala sobre as perspectivas do uso de TIC na educação. Durante a entrevista, o professor Luis Paulo aborda temas como uso de tablets, necessidade de formação de professores, questões como a autoria e inclusão das TIC no currículo das escolas.
Veja mais clicando na imagem acima ou clicando nos links abaixo, com a entrevista na íntegra:http://gazetaweb.globo.com/v2/videos/video.php?c=14204

Veja no Twitter: www.twitter.com/CiedUfal

Facebook: http://www.facebook.com/pages/CiedUfal/319106998141735?sk=wall

http://www.youtube.com/watch?v=91R6tJ4ElFs&feature=player_embedded

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Blog e psicologia

Do site da UFAL.


Blog contribui para ressocialização de pacientes com problemas psíquicos

Segundo pesquisa de aluna, pacientes compartilham experiências e buscam reafirmar a identidade nesse espaço
Ivanise, ao centro, com bolsistas do projeto e usuários (com o rosto coberto)
Ivanise, ao centro, com bolsistas do projeto e usuários (com o rosto coberto)
Lenilda Luna - jornalista
Romantismo, paixão pelo esporte, registrar o que andam fazendo na vida e quais os principais interesses. São essas algumas das utilizações do blog feitas pelos pacientes nas sessões de tratamento, realizadas no Centro de Atenção Psicossocial (Caps), no bairro de Jatiúca, em Maceió. Usar o blog como ferramenta no tratamento de doenças psíquicas é  uma experiência inédita em Alagoas.
Maria compartilha de tudo, desde um pôr-do-sol que considera “divino” a uma receita de bolo piquenique. No blog ela diz que este acesso à rede mundial de computadores, para escrever o que quiser, é “a expressão mais autêntica e genuína do que é a lógica, a precisão e a praticidade”.
Hades é um pseudônimo, assim como Maria. Os pacientes em recuperação de problemas psíquicos preferem esconder a verdadeira identidade, por medo do preconceito. Hades, na mitologia grega, é o governador do mundo dos mortos. 

O paciente que adotou esse nome fala no blog de seus desenhos favoritos, como “O Cavaleiro do Zodíaco”, ou ainda da saga Crepúsculo, que encanta adolescentes e jovens pelo mundo. Sobre a experiência de se expressar por meio da internet, Hades diz que é como "um novo olhar para o mundo".
A enfermeira Ivanise Gomes  de Souza Bittencourt, professora do curso de Enfermagem do Campus Arapiraca e mestranda em Educação, está acompanhando esse trabalho. As conclusões dessa pesquisa já foram apresentadas em congressos nacionais na área de Educação e Psicologia. “São avanços significativos. No blog eles expressam o desejo de igualdade e mostram que têm muitas capacidades”, diz a pesquisadora.

A pesquisa desenvolvida pela enfermeira e educadora é intitulada “O Processo de Habilitação Psicossocial de Pessoas em Sofrimento Psíquico na Interface com Escrita em Blog” e será defendida no mestrado em Educação Brasileira, do Centro de Educação da Ufal, na linha de pesquisa sobre Tecnologias da Informação e Comunicação, ainda no primeiro semestre deste ano. A orientadora é a professora Deise Juliana Francisco, doutora em Educação.

O uso das Tecnologias da Informação e Comunicação nas oficinas terapêuticas, a partir do projeto de extensão  "Criando laços via recursos informatizados" foi iniciado em agosto de 2010. As oficinas informatizadas são realizadas com quatro usuários dos serviços do Caps. “Propusemos a criação do blog, de autoria dos próprios usuários, como forma de armazenamento dessas produções e um meio de divulgação das potencialidades desses sujeitos que são muito discriminados pela sociedade e tido como incapazes”, relata Ivanise.
Segundo a pesquisa, os resultados dessa forma de expressão, com recursos da informática, incluem: melhoria na comunicação, interação, cognição, desenvolvimento da escrita, capacidade argumentativa, desenvolvimento de novas habilidades,  estímulo à criatividade, autonomia, melhoria do raciocínio e da autoestima dos usuários.  “Depois que começaram a se identificar com as postagens no blog, eles se sentiram mais confiantes e úteis. Os resultados também foram reconhecidos pela família e pela equipe do serviço”, destaca a mestranda.

No Centro de Atenção Psicossocial, os usuários são acompanhados por uma equipe multidisciplinar. Ivanise Gomes consultou todos sobre os resultados com o blog para o tratamento dos pacientes. A pedagoga considerou a motivação do grupo em discutir coletivamente assuntos interessantes para colocar no blog, respeitando a individualidade de cada um. A assistente social também avaliou positivamente a experiência. “É muito bom poder acompanhar o desenvolvimento intelectual e a evolução de cada usuário”, disse a profissional.  

Toda a equipe ressaltou também que depois da publicação do blog, os usuários não faltaram mais a nenhuma sessão de tratamento. “Essa já é uma grande conquista, pois um dos maiores problemas em tratamentos de doenças psíquicas é a descontinuidade. Os pacientes se desestimulam e acabam abandonando as sessões semanais. Esta evasão foi reduzida significativamente a partir do interesse despertado pelo blog”, concluiu Ivanise Gomes.

Concurso Ecovídeo das escolas


 
bn_4sma_fev_2012.jpg

Concurso Ecovídeo das Escolas – 4ª Semana do Meio Ambiente da TV Escola

A TV Escola promove, na 4ª edição da Semana do Meio Ambiente, o primeiro Concurso Ecovídeo das Escolas. Para participar basta produzir um vídeo de até dois minutos respondendo à pergunta:

Qual é o seu papel na criação de um mundo sustentável?  

O segundo passo é postar seu vídeo no Youtube e enviar o link para tvescola@mec.gov.br, com título, descrição do projeto, nome, e-mail do responsável, telefone e endereço da escola. O vídeo também pode ser enviado para o endereço:

4ª Semana do Meio Ambiente
Rua da Relação 18 - 4º andar - Centro - Rio de Janeiro - RJ
CEP: 20231-110

Dois vídeos serão premiados: o vídeo mais acessado e o melhor vídeo escolhido pelo júri. Os produtores do vídeo mais acessado receberão a equipe da TV Escola para uma reportagem exclusiva que será exibida durante a 4ª Semana do Meio Ambiente da TV Escola, de 4 a 8 de junho. E o grupo vencedor, escolhido pelo júri, ganhará uma viagem ao Rio de Janeiro para a gravação de um programa especial da TV Escola. Todos os vídeos participantes do concurso serão postados no blog


Saiba mais sobre o Concurso Ecovídeo das Escolas no Regulamento em anexo.

O prazo para o envio do vídeo é 30 de março de 2012, sendo essa a data para envio do link do youtube por email ou data da postagem da mídia nos Correios como carta registrada ou Sedex.

A conferência do número de acessos para eleição do vídeo mais acessado do youtube será feita às 12h do dia 05 de abril de 2012. Os resultados dos vencedores do Concurso Ecovídeo das Escolas tanto para o Melhor Vídeo escolhido pelo júri quanto para o Vídeo Mais Acessado do youtube serão anunciados oficialmente durante a 4ª Semana de Meio Ambiente, de 4 a 8 de junho. 

domingo, 12 de fevereiro de 2012

A inclusão das TIC no cotidiano escolar

 Antes mesmo do aparecimento da nomenclatura gerada por Prensky(2001), um outro pesquisador já postulava suas impressões sobre as mudanças significativas na forma de ser e de agir das crianças que usavam computadores.
Papert (1988), criador da linguagem computacional LOGO na década de 70 e da teoria do Construcionismo, afirma que crianças que tinham aprendido a programa um computador usavam dos mesmos modelos computacionais nas atividades educacionais e, segundo o autor, estas crianças aprendem com mais facilidade que outras pois,

o computador como instrumento de escrever oferece às crianças uma oportunidade de se tornarem mais como adultos - de fato, como profissionais avançados -, nos seus relacionamentos com outros produtos intelectuais e consigo próprios (1988, p. 31).

Segundo Papert (1994), o construcionismo – que é uma interpretação da aprendizagem a partir do construtivismo de Piaget – implica uma interação aluno-objeto, mediada por uma linguagem de programação, como é o caso da linguagem de programação LOGO. Nesse contexto, o professor desempenha o papel de facilitador criativo, proporcionando um ambiente (presencial ou virtual) capaz de fornecer conexões individuais e coletivas, como, por exemplo, desenvolvendo projetos vinculados com a realidade dos alunos e integradores de diferentes áreas do conhecimento.
Ainda segundo a teoria de Papert (1994), a criação do ambiente de aprendizagem tem certas características que colaboram para desencadear a aprendizagem. Essas características concentram-se na escolha, na diversidade e na qualidade da interação que se estabelecem no ambiente; ou seja, é preciso que o professor delimite, por meio das atividades ou por meios das ferramentas de que irá dispor para a comunicação e aprendizagem dos alunos, qual tipo de interação vai ser desenvolvido no ambiente.
Para o construcionismo, o computador tem uma presença significativa — quando é capaz de envolver os alunos, o professor e todos os seus recursos em um ambiente de aprendizagem. Nesse ponto o computador se torna um elemento de “interação que propicia o desenvolvimento da autonomia do aluno, não direcionando a sua ação, mas auxiliando-o na construção de conhecimentos de distintas áreas do saber” (ALMEIDA, 1999, p. 29). Assim, o aluno, utilizando-se do computador, interage por meio das intervenções e interações com o professor ou com o seu tutor, possibilitando a construção do conhecimento (ALTOÉ, 1996).
Avançando no percurso histórico e atendo-se ao fato da disseminação das TIC, evidencia-se que não somente o computador, mas outros subsídios tecnológicos agregam novas formas de aprender ou de manipular os conteúdos e modificando os cenários educacionais. Enquanto que para Polloff e Pratt (2004), Vallin (2003) e Mercado (2000) as implicações da inserção de novas tecnologias geram conseqüências tanto para os educadores quanto para as crianças, já que o processo de aprendizagem conta com novos elementos que produzem novas formas de interação, para Coll, Monareo e Onrubia (2010. p. 69) os argumentos que justificam a inserção e inclusão das TIC nos processos educativos necessita de um “apoio empírico suficiente”.

Figura 01 – Mapa Conceitual TIC na Educação[1]


Coll, Monareo e Onrubia (2010) defendem que as TIC em situações educacionais encontram-se no campo da potencialidade (Fig. 01), e que só chega a encontrar razões quando as práticas educacionais são modificadas, materializadas a partir de uma formação pedagógica que possibilite aos professores trabalhar com as TIC melhorando e inovando os processos de ensino-aprendizagem.
Os autores defendem, como pode ser observado no mapa conceitual (Fig. 01), que as TIC devem ser utilizadas como potencial educativo quando utilizadas como instrumentos para pensar e interpensar, partindo de um projeto não somente tecnológico, mas pedagógico e instrucional. Esta incorporação, no entanto, é um desafio pois as TIC são frequentemente utilizadas por alunos e professores para realizar tarefas que já executavam antes, sem o uso das tecnologias da informação e comunicação (2010; p. 87). O que, sem dados empíricos que comprovem, implica numa formação mais específica para os professores, centrada no uso efetivo das TIC e não somente em suas perspectivas teóricas.
Na defesa do uso das TIC, Monereo e Pozo (2010) concordam com Coll, Monareo e Onrubia (2010) quando afirmam que há “uma certa dose de especulação quanto a como podemos prever que irão evoluir os nossos alunos estando em permanente contato com as TIC” (p. 101).
Ainda segundo os autores, para a mudança desta situação acontecer é preciso analisar as implicações da inserção das TIC e as mudanças que ocorrem na prática, inclusive as mudanças nas funções cognitivas apontadas por Salomon e colaboradores (1992):
a)      criação de metáforas: novas formas de interpretar os fenômenos;
b)      criação de novas categorias cognitivas;
c)      potencialização da atividade intelectual em geral;
d)     ampliação de certas funções ou habilidades psicológicas; e
e)      internalização de modos e ferramentas simbólicas.

Para Monereo e Pozo (2010) as mudanças na realidade dos alunos acontecem quando os próprios alunos são orientados para as alterações em como usam as TIC. Ou seja, “erá preciso que nossos alunos pensem ‘com’ as TIC e, além disso, quem pensem ‘nelas’ como um sistema para transformar a mente e tornar possível outros mundos em nossa mente” (p. 107). Em decorrência destes novos hábitos podem ser postuladas enquanto hipótese mudanças epistemológicas, na forma de se comunicar, na forma de pensar e na própria construção de uma identidade na rede.
Estas mudanças colaboram para que uma outra ocorra: a da forma de aprender. Neste sentido, Salomon e colaboradores (1992, p. 19) afirmam que as tecnologias podem redefinir e melhorar o rendimento dos alunos, quando estes trabalham “en colaboracíon com las tecnologías inteligentes”. Estas transformações, possibilitadas pelo uso das TIC, questiona o papel do professor na realidade da sala de aula, como também sua formação e como o próprio sistema de ensino está organizado, seja ele de forma curricular, seja a partir dos pressupostos da legislação educacional ou de políticas públicas.


[1] Mapa Conceitual elaborado a partir da leitura e interpretação do texto COLL, C. MAURI, T e ONRUBIA, J. A incorporação das tecnologias da informação e comunicação na educação. Do projeto técnico-pedagógico às práticas de uso. In: COLL, C, MONEREO, C e colaboradores. Psicologia da Educação Virtual: aprender e ensinar com as tecnologias da informação e comunicação. Porto Alegre, Artmed, 2010

Crianças da Geração Digital

A sociedade pós-contemporânea apresenta-se com uma variedade de incógnitas, descrevendo novos paradigmas relacionais ao mesmo tempo em que, em alguns segmentos comunitários, observa-se um “forte apego” a elementos tradicionais. Estas incertezas conduzem a perspectivas de pesquisas empíricas que possam promover a compreensão daquilo que realmente é oportuno e que agrega valor à sociedade.
Nesta nova forma de ser, é possível se deparar com um novo perfil de ser humano, inclusive com uma nova postura frente à cultura, fortemente delineada pelas relações das crianças com o mundo. E no intuito de se esboçar um perfil de como as crianças da atualidade agem, em contraposição às crianças de 20 ou 30 anos atrás, é oportuno observar a análise do contexto social que é apresentado por Castells em seu livro “A Sociedade em Rede”, inclusive quando – ao descrever as mudanças paradigmáticas dos últimos anos – alerta para o fato de que “devemos levar a tecnologia a sério” (2007. p. 42). Mas ele mesmo advoga que não é a tecnologia que determina a sociedade, mas que “a sociedade não pode ser entendida ou representada sem suas ferramentas tecnológicas” (p.43). Ou seja, as crianças de hoje já nascem imersas num emaranhado de tecnologias que fazem parte de suas vidas, e que não fazia parte da vida das crianças de 20/30 anos atrás.
Na busca de compreender estas mudanças, no início dos anos 2000, Marc Prensky (2001) apresentou uma nomenclatura para estas crianças nascidas na década de 90: nativos digitais.
Para o autor um nativo digital é aquele que é capaz de realizar múltiplas atividades simultaneamente, acessando a uma gama de novas tecnologias e demonstrando peculiar confiança e destreza ao utilizar as TIC. Os nativos costumam recorrer a Internet como ponto de partida para a obtenção de informações, sejam elas educacionais, de lazer ou laborais.
Entre as principais tecnologias utilizadas pelos nativos, os videogames, Internet, telefone celular, MP3, iPod, e mais recentemente laptops, caracterizam esta geração como dispensadores do uso de papel nas tarefas cotidianas, em substituição ao papel e lápis.

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Noticias desde la CUED del día 10/02/2012

13 de febrero: sintoniza con el Día Mundial de la Radio: http://t.co/CaMkAni9

Google prepara Drive, su servicio de almacenamiento en la nube:
http://t.co/8FCQI0Ct

10 herramientas para usar Youtube con fines educativos: http://t.co/zYcmvAz1

Aprendizaje combinado: http://t.co/JteEnvJE

¿Esta en peligro la neutralidad en la red?: http://wp.me/p1HQSc-1OB

Herramientas de trabajo para estudiantes: SkyDrive y Office:
http://wp.me/p1HQSc-1OD

Free Technology for Teachers: 30 Web 2.0 Tools for Teachers:
http://wp.me/p1HQSc-1OF

Social media for teaching, learning, and researching: http://wp.me/p1HQSc-1OH

La educación conquista los móviles: http://wp.me/p1HQSc-1OJ

Web-Connected Minds: How Technology Transforms Brains, Teaching and
Attention: http://wp.me/p1HQSc-1OP

¿Qué entendemos por ‘La Brecha de la Complejidad?: http://wp.me/p1HQSc-1OR

What does it mean to be literate in 2012?: http://wp.me/p1HQSc-1OV