domingo, 19 de abril de 2026

Evasão no Ensino Superior



Ontem, 18 de abril de 2026, o jornal Gazeta de Alagoas publicou uma reportagem importante sobre um tema que me preocupa profundamente: a evasão no Ensino Superior em nosso estado. Tive a oportunidade de contribuir com a matéria como entrevistado, na minha condição de coordenador de Educação a Distância (EAD) da Ufal.

Os números são alarmantes: segundo a 16ª edição do Mapa do Ensino Superior no Brasil, produzido pelo Instituto Semesp, mais da metade dos estudantes alagoanos que ingressam em cursos presenciais não chegam a se formar — a taxa de evasão acumulada entre 2020 e 2024 é de 57,1%, chegando a 59,4% na rede privada.

Na entrevista, destaquei que a evasão é um fenômeno complexo e multifatorial. Entre os principais motivos que mencionei estão:
  • Falta de identificação com o curso escolhido: muitos estudantes percebem, após alguns meses, que a graduação não corresponde ao que esperavam.
  • Ausência de perspectiva profissional: o receio de não conseguir uma renda digna ao se formar desanima muitos jovens.
  • Infraestrutura insuficiente: há instituições que não oferecem o suporte pedagógico necessário para que o aluno avance com segurança.
  • Pressão financeira e familiar: boa parte dos estudantes precisa contribuir com o sustento da família, o que compromete a dedicação aos estudos.
  • Falta de apoio financeiro: a escassez de bolsas e políticas de assistência estudantil é um fator determinante para que muitos desistam antes de concluir o curso.
Também ressaltei que o problema não está na modalidade de ensino, seja presencial ou EAD, mas nas condições oferecidas aos estudantes. Laboratórios, bibliotecas e, sobretudo, suporte humano fazem toda a diferença para que um jovem permaneça e conclua sua graduação.

É um debate que precisa avançar, e fico feliz em poder contribuir com ele.

Para ler a matéria completa, acesse: 


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