segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Concurso Ecovídeo das escolas


 
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Concurso Ecovídeo das Escolas – 4ª Semana do Meio Ambiente da TV Escola

A TV Escola promove, na 4ª edição da Semana do Meio Ambiente, o primeiro Concurso Ecovídeo das Escolas. Para participar basta produzir um vídeo de até dois minutos respondendo à pergunta:

Qual é o seu papel na criação de um mundo sustentável?  

O segundo passo é postar seu vídeo no Youtube e enviar o link para tvescola@mec.gov.br, com título, descrição do projeto, nome, e-mail do responsável, telefone e endereço da escola. O vídeo também pode ser enviado para o endereço:

4ª Semana do Meio Ambiente
Rua da Relação 18 - 4º andar - Centro - Rio de Janeiro - RJ
CEP: 20231-110

Dois vídeos serão premiados: o vídeo mais acessado e o melhor vídeo escolhido pelo júri. Os produtores do vídeo mais acessado receberão a equipe da TV Escola para uma reportagem exclusiva que será exibida durante a 4ª Semana do Meio Ambiente da TV Escola, de 4 a 8 de junho. E o grupo vencedor, escolhido pelo júri, ganhará uma viagem ao Rio de Janeiro para a gravação de um programa especial da TV Escola. Todos os vídeos participantes do concurso serão postados no blog


Saiba mais sobre o Concurso Ecovídeo das Escolas no Regulamento em anexo.

O prazo para o envio do vídeo é 30 de março de 2012, sendo essa a data para envio do link do youtube por email ou data da postagem da mídia nos Correios como carta registrada ou Sedex.

A conferência do número de acessos para eleição do vídeo mais acessado do youtube será feita às 12h do dia 05 de abril de 2012. Os resultados dos vencedores do Concurso Ecovídeo das Escolas tanto para o Melhor Vídeo escolhido pelo júri quanto para o Vídeo Mais Acessado do youtube serão anunciados oficialmente durante a 4ª Semana de Meio Ambiente, de 4 a 8 de junho. 

domingo, 12 de fevereiro de 2012

A inclusão das TIC no cotidiano escolar

 Antes mesmo do aparecimento da nomenclatura gerada por Prensky(2001), um outro pesquisador já postulava suas impressões sobre as mudanças significativas na forma de ser e de agir das crianças que usavam computadores.
Papert (1988), criador da linguagem computacional LOGO na década de 70 e da teoria do Construcionismo, afirma que crianças que tinham aprendido a programa um computador usavam dos mesmos modelos computacionais nas atividades educacionais e, segundo o autor, estas crianças aprendem com mais facilidade que outras pois,

o computador como instrumento de escrever oferece às crianças uma oportunidade de se tornarem mais como adultos - de fato, como profissionais avançados -, nos seus relacionamentos com outros produtos intelectuais e consigo próprios (1988, p. 31).

Segundo Papert (1994), o construcionismo – que é uma interpretação da aprendizagem a partir do construtivismo de Piaget – implica uma interação aluno-objeto, mediada por uma linguagem de programação, como é o caso da linguagem de programação LOGO. Nesse contexto, o professor desempenha o papel de facilitador criativo, proporcionando um ambiente (presencial ou virtual) capaz de fornecer conexões individuais e coletivas, como, por exemplo, desenvolvendo projetos vinculados com a realidade dos alunos e integradores de diferentes áreas do conhecimento.
Ainda segundo a teoria de Papert (1994), a criação do ambiente de aprendizagem tem certas características que colaboram para desencadear a aprendizagem. Essas características concentram-se na escolha, na diversidade e na qualidade da interação que se estabelecem no ambiente; ou seja, é preciso que o professor delimite, por meio das atividades ou por meios das ferramentas de que irá dispor para a comunicação e aprendizagem dos alunos, qual tipo de interação vai ser desenvolvido no ambiente.
Para o construcionismo, o computador tem uma presença significativa — quando é capaz de envolver os alunos, o professor e todos os seus recursos em um ambiente de aprendizagem. Nesse ponto o computador se torna um elemento de “interação que propicia o desenvolvimento da autonomia do aluno, não direcionando a sua ação, mas auxiliando-o na construção de conhecimentos de distintas áreas do saber” (ALMEIDA, 1999, p. 29). Assim, o aluno, utilizando-se do computador, interage por meio das intervenções e interações com o professor ou com o seu tutor, possibilitando a construção do conhecimento (ALTOÉ, 1996).
Avançando no percurso histórico e atendo-se ao fato da disseminação das TIC, evidencia-se que não somente o computador, mas outros subsídios tecnológicos agregam novas formas de aprender ou de manipular os conteúdos e modificando os cenários educacionais. Enquanto que para Polloff e Pratt (2004), Vallin (2003) e Mercado (2000) as implicações da inserção de novas tecnologias geram conseqüências tanto para os educadores quanto para as crianças, já que o processo de aprendizagem conta com novos elementos que produzem novas formas de interação, para Coll, Monareo e Onrubia (2010. p. 69) os argumentos que justificam a inserção e inclusão das TIC nos processos educativos necessita de um “apoio empírico suficiente”.

Figura 01 – Mapa Conceitual TIC na Educação[1]


Coll, Monareo e Onrubia (2010) defendem que as TIC em situações educacionais encontram-se no campo da potencialidade (Fig. 01), e que só chega a encontrar razões quando as práticas educacionais são modificadas, materializadas a partir de uma formação pedagógica que possibilite aos professores trabalhar com as TIC melhorando e inovando os processos de ensino-aprendizagem.
Os autores defendem, como pode ser observado no mapa conceitual (Fig. 01), que as TIC devem ser utilizadas como potencial educativo quando utilizadas como instrumentos para pensar e interpensar, partindo de um projeto não somente tecnológico, mas pedagógico e instrucional. Esta incorporação, no entanto, é um desafio pois as TIC são frequentemente utilizadas por alunos e professores para realizar tarefas que já executavam antes, sem o uso das tecnologias da informação e comunicação (2010; p. 87). O que, sem dados empíricos que comprovem, implica numa formação mais específica para os professores, centrada no uso efetivo das TIC e não somente em suas perspectivas teóricas.
Na defesa do uso das TIC, Monereo e Pozo (2010) concordam com Coll, Monareo e Onrubia (2010) quando afirmam que há “uma certa dose de especulação quanto a como podemos prever que irão evoluir os nossos alunos estando em permanente contato com as TIC” (p. 101).
Ainda segundo os autores, para a mudança desta situação acontecer é preciso analisar as implicações da inserção das TIC e as mudanças que ocorrem na prática, inclusive as mudanças nas funções cognitivas apontadas por Salomon e colaboradores (1992):
a)      criação de metáforas: novas formas de interpretar os fenômenos;
b)      criação de novas categorias cognitivas;
c)      potencialização da atividade intelectual em geral;
d)     ampliação de certas funções ou habilidades psicológicas; e
e)      internalização de modos e ferramentas simbólicas.

Para Monereo e Pozo (2010) as mudanças na realidade dos alunos acontecem quando os próprios alunos são orientados para as alterações em como usam as TIC. Ou seja, “erá preciso que nossos alunos pensem ‘com’ as TIC e, além disso, quem pensem ‘nelas’ como um sistema para transformar a mente e tornar possível outros mundos em nossa mente” (p. 107). Em decorrência destes novos hábitos podem ser postuladas enquanto hipótese mudanças epistemológicas, na forma de se comunicar, na forma de pensar e na própria construção de uma identidade na rede.
Estas mudanças colaboram para que uma outra ocorra: a da forma de aprender. Neste sentido, Salomon e colaboradores (1992, p. 19) afirmam que as tecnologias podem redefinir e melhorar o rendimento dos alunos, quando estes trabalham “en colaboracíon com las tecnologías inteligentes”. Estas transformações, possibilitadas pelo uso das TIC, questiona o papel do professor na realidade da sala de aula, como também sua formação e como o próprio sistema de ensino está organizado, seja ele de forma curricular, seja a partir dos pressupostos da legislação educacional ou de políticas públicas.


[1] Mapa Conceitual elaborado a partir da leitura e interpretação do texto COLL, C. MAURI, T e ONRUBIA, J. A incorporação das tecnologias da informação e comunicação na educação. Do projeto técnico-pedagógico às práticas de uso. In: COLL, C, MONEREO, C e colaboradores. Psicologia da Educação Virtual: aprender e ensinar com as tecnologias da informação e comunicação. Porto Alegre, Artmed, 2010

Crianças da Geração Digital

A sociedade pós-contemporânea apresenta-se com uma variedade de incógnitas, descrevendo novos paradigmas relacionais ao mesmo tempo em que, em alguns segmentos comunitários, observa-se um “forte apego” a elementos tradicionais. Estas incertezas conduzem a perspectivas de pesquisas empíricas que possam promover a compreensão daquilo que realmente é oportuno e que agrega valor à sociedade.
Nesta nova forma de ser, é possível se deparar com um novo perfil de ser humano, inclusive com uma nova postura frente à cultura, fortemente delineada pelas relações das crianças com o mundo. E no intuito de se esboçar um perfil de como as crianças da atualidade agem, em contraposição às crianças de 20 ou 30 anos atrás, é oportuno observar a análise do contexto social que é apresentado por Castells em seu livro “A Sociedade em Rede”, inclusive quando – ao descrever as mudanças paradigmáticas dos últimos anos – alerta para o fato de que “devemos levar a tecnologia a sério” (2007. p. 42). Mas ele mesmo advoga que não é a tecnologia que determina a sociedade, mas que “a sociedade não pode ser entendida ou representada sem suas ferramentas tecnológicas” (p.43). Ou seja, as crianças de hoje já nascem imersas num emaranhado de tecnologias que fazem parte de suas vidas, e que não fazia parte da vida das crianças de 20/30 anos atrás.
Na busca de compreender estas mudanças, no início dos anos 2000, Marc Prensky (2001) apresentou uma nomenclatura para estas crianças nascidas na década de 90: nativos digitais.
Para o autor um nativo digital é aquele que é capaz de realizar múltiplas atividades simultaneamente, acessando a uma gama de novas tecnologias e demonstrando peculiar confiança e destreza ao utilizar as TIC. Os nativos costumam recorrer a Internet como ponto de partida para a obtenção de informações, sejam elas educacionais, de lazer ou laborais.
Entre as principais tecnologias utilizadas pelos nativos, os videogames, Internet, telefone celular, MP3, iPod, e mais recentemente laptops, caracterizam esta geração como dispensadores do uso de papel nas tarefas cotidianas, em substituição ao papel e lápis.

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Noticias desde la CUED del día 10/02/2012

13 de febrero: sintoniza con el Día Mundial de la Radio: http://t.co/CaMkAni9

Google prepara Drive, su servicio de almacenamiento en la nube:
http://t.co/8FCQI0Ct

10 herramientas para usar Youtube con fines educativos: http://t.co/zYcmvAz1

Aprendizaje combinado: http://t.co/JteEnvJE

¿Esta en peligro la neutralidad en la red?: http://wp.me/p1HQSc-1OB

Herramientas de trabajo para estudiantes: SkyDrive y Office:
http://wp.me/p1HQSc-1OD

Free Technology for Teachers: 30 Web 2.0 Tools for Teachers:
http://wp.me/p1HQSc-1OF

Social media for teaching, learning, and researching: http://wp.me/p1HQSc-1OH

La educación conquista los móviles: http://wp.me/p1HQSc-1OJ

Web-Connected Minds: How Technology Transforms Brains, Teaching and
Attention: http://wp.me/p1HQSc-1OP

¿Qué entendemos por ‘La Brecha de la Complejidad?: http://wp.me/p1HQSc-1OR

What does it mean to be literate in 2012?: http://wp.me/p1HQSc-1OV

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Notícias sobre EAD no mundo...

Noticias desde la CUED del fin de semana y del día 30/01/2012

LA SOCIEDAD DE LA INFORMACIÓN Y LA FORMACIÓN DEL PROFESORADO.
E-ACTIVIDADES Y APRENDIZAJE COLABORATIVO: http://t.co/JZMiOu8e

INNOVAR DESDE LAS TECNOLOGÍAS DE LA INFORMACIÓN Y LA COMUNICACIÓN:
http://t.co/D3L3Bx6b

ANÁLISIS TEXTUAL-DISCURSIVO Y PEDAGÓGICO-DISCURSIVO DE LA INTERACCIÓN
COMUNICATIVA EN FOROS FORMATIVOS ONLINE...: http://t.co/IwErUacW

DESENHO DE CONTEÚDOS E-LEARNING: QUAIS TEORIAS DE APRENDIZAGEM PODEMOS
ENCONTRAR?: http://t.co/R358kcpo

OBJETO DE APRENDIZAJE ABIERTO PARA LA FORMACIÓN DOCENTE ORIENTADO A
DESARROLLAR COMPETENCIAS DE PENSAMIENTO CRÍTICO…: http://t.co/oUeoOv8j

MIGRACIÓN DE LO PRESENCIAL A LO VIRTUAL EN LA ASIGNATURA INTRODUCCIÓN
A LA COMPUTACIÓN DEL PROGRAMA DE ENFERMERÍA…: http://t.co/xS5Ifjrd

A EXPERIÊNCIA PIONEIRA DO ENSINO À DISTÂNCIA EM TREINAMENTO DE
USUÁRIOS DE BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS: http://t.co/5geoglLb

LA EVALUACIÓN DE LA FORMACIÓN UNIVERSITARIA SEMIPRESENCIAL Y EN LÍNEA
EN EL CONTEXTO DEL EEES…: http://t.co/RVWZW3KG

COORDENAÇÃO CONSENSUAL DE PRÁXIS PEDAGÓGICAS ENTRE TUTORES E
PROFESSORES: http://wp.me/p1HQSc-1Ci

Learning Without Frontiers 2012 a quick view: http://t.co/QHVLSF3k

¿Cuál es el perfil sociodemográfico de los internautas españoles?:
http://t.co/ODssSNdZ

La evolución de la Web y su influencia en el e-Learning: http://t.co/Xoios5AB

El poder de lo abierto: http://t.co/MsMLkW0i

Mapa conceptual Gestión de derechos de autor en plataformas
e-learning: http://wp.me/p1HQSc-1CU

2.0 3.0 ¿Qué diferencia hay?: http://t.co/KDi6LTxT

Aprendizaje a Distancia: FREE: Recursos de enseñanza y aprendizaje:
http://t.co/riHZpQMm

M-learning : cuando el e-learning aprovecha la movilidad: http://t.co/seSl9gzb

García Aretio: Los orígenes metodológicos de la UNED. Reconocimiento
al Prof. J.Sarramona: http://t.co/GIBl5slT

Nativos vs Inmigrantes digitales: http://t.co/SEySnf5k

Udacity, la primea universidad online gratuita para todo el mundo: http://t.co/pGLYTiiq

TIC y TIC: Un colegio que no parece un colegio: http://t.co/azISwG1a

¿La formación e-learning está matando a la formación presencial?: http://wp.me/p1HQSc-1Ej

(CUED): Campus virtuales y entornos sociales de aprendizaje: http://t.co/h5Thvwdk

Los artículos científicos no son sagrados: http://wp.me/p1HQSc-1EC

Modelos de comportamiento de los estudiantes universitarios en las plataformas virtuales...: http://wp.me/p1HQSc-1EQ

Que es un MOOC?: http://wp.me/p1HQSc-1EU

Conversando de Conectivismo: El conocimiento en un MOOC: http://wp.me/p1HQSc-1EW

Fundamentals of Social Media Support for Learning (by Pam Boiros): http://wp.me/p1HQSc-1Fi

Formação sobre o Skype para gestores UAB em Alagoas

Do site da UFAL: www.ufal.edu.br

Cied promove capacitação sobre o uso do Skype

Ferramenta gratuita facilitará a comunicação gerencial entre a Cied e as coordenações dos polos da UAB
Myllena Diniz – estudante de Jornalismo


A nova gestão da Coordenadoria Institucional de Educação a Distância (Cied) da Universidade Federal de Alagoas realizou, na última quarta-feira (25), capacitação sobre o uso do Skype, um programa de conversação online gratuito. O evento foi realizado no Campus A. C. Simões, em Maceió, para coordenadores e secretários de polos de apoio dos cursos ofertados pela Universidade Aberta do Brasil (UAB), por meio da Ufal.
O Skype - programa de uso livre que permite chamadas telefônicas ilimitadas e gratuitas por meio da web - facilitará a comunicação gerencial entre a Cied e as coordenações dos polos da UAB, devido à execução instantânea de suas atividades e às vantagens financeiras que oferece. Assim, cerca de 12 pessoas envolvidas na gestão dos polos alagoanos participaram da capacitação que, além das vantagens citadas, permitirá uma rápida troca de informações entre as unidades de Maceió e as do interior.
De acordo com Nasson Paulo, responsável por ministrar o curso, o programa oferece diferentes ferramentas e vantagens para os usuários. “O Skype permite o contato via chats, SMS, vídeos e ligações gratuitas. Portanto, torna prática a troca de informações em nível gerencial e em nível de controle entre os polos. Além disso, pode ser um recurso para as aulas, visto que, possibilita videoconferências com oito pessoas conectadas ao mesmo tempo”, destacou.
Para a coordenadora do polo Maceió, Elielba Mendes, a economia é um dos principais benefícios  oferecidos pelo programa. “Essa capacitação é fundamental, pois o uso do Skype nos permitirá uma comunicação sem custos”, ressaltou.
O objetivo da Cied é capacitar os coordenadores dos polos da UAB com ferramentas gerenciais. Nesse primeiro momento, a equipe teve como foco a área da comunicação. Os próximos trabalhos de capacitação terão como finalidade facilitar o andamento de processos, permitindo, por exemplo, que as mídias sociais sejam trabalhadas como ferramentas de gerenciamento.

sábado, 28 de janeiro de 2012

Brasileiroa apresentam trabalhos sobre EAD em Portugal

Do site da UFAL: www.ufal.edu.br

Pesquisadores em educação a distância apresentam projetos em Portugal via internet

Professores tiveram três artigos aprovados para o seminário sobre "Exclusão Digital na Sociedade da Informação", realizado em Lisboa
Professor Ibsen Bittencourt comemora os bons resultados em pesquisa da Ead
Professor Ibsen Bittencourt comemora os bons resultados em pesquisa da Ead
Lenilda Luna - jornalista
A distância física não é mais uma barreira para a apresentação de projetos de pesquisa em congressos internacionais. Os professores de Educação a Distância da Ufal aprovaram três trabalhos no VI Seminário "Exclusão Digital na Sociedade de Informação", realizado nesta sexta-feira, 27, e sábado, 28 de janeiro, na Faculdade de Motricidade Humana de Lisboa, em Portugal. “Não tivemos tempo de organizar nossa viagem à Europa, mas estaremos apresentando esses trabalhos online, em uma plataforma digital disponibilizada pelos organizadores do Congresso”, explicou o professor Ibsen Mateus Bittencourt, coordenador de fomentos e projetos da Coordenadoria Institucional de Educação a Distância (Cied).
O Seminário Internacional tem o objetivo de compartilhar informações sobre trabalhos que contribuam com uma maior acessibilidade aos recursos tecnológicos, para alcançar grupos que ainda se encontram excluídos do universo digital. “ O analfabetismo digital constitui, na Sociedade da Informação, um meio de exclusão social a que temos que dedicar a nossa atenção”, propõem os organizadores do seminário.
Pesquisas em Educação a Distância na Ufal
Os trabalhos apresentados pela Ufal, nesse seminário em Lisboa, são relacionados a duas experiências bem sucedidas de inclusão digital de comunidades de baixa renda. Um projeto realizado no Sertão para capacitar moradores de municípios alagoanos a utilizarem a internet em comunicação, compartilhamento de experiências e, até mesmo, na geração de renda por meio de negócios na Web. O outro projeto está relacionado ao resgate da autoestima por pacientes com problemas psíquicos. “O diferencial nesses trabalhos aprovados é que todos os autores são pesquisadores da área da EaD, numa demonstração clara da qualidade da pesquisa realizada na universidade”, ressaltou Ibsen Bittencourt.
O trabalho intitulado “Iniciação Digital do Médio Sertão de Alagoas, possibilidades e desafios” foi coordenado pelo professor Ibsen Mateus Bittencourt, com a participação de Ig Ibert Bittencourt, Pedro Augusto, Rodolfo Alves, Laila Moura, Thycianne Menezes, Jorge Caetano, Leonildo Melo e Emanuele Tuane. O artigo relata a experiência de ensinar jovens de baixa renda a utilizarem os recursos tecnológicos disponíveis nos municípios do interior. “Muitas das nossas cidades já contam com telecentros e laboratórios de informática nas escolas, mas são pouco utilizados porque essas pessoas ainda não sabem lidar com estes equipamentos e nem conhecem as possibilidades abertas pela rede mundial de computadores”, ponderou o pesquisador.
O trabalho realizado pela equipe de EaD alcançou quatro municípios alagoanos: Santana do Ipanema, Delmiro Gouveia, Arapiraca e Olho D'água das Flores. “Capacitamos cerca de 400 pessoas, no período de um ano, com financiamento do CNPq, utilizando o Linux Educacional, que é um software livre”, explicou Ibsen.
O trabalho passo a passo foi desde ensinar os jovens de baixa renda a ligar o computador até mostrar a eles como a internet pode ser usada na comunicação interpessoal e em projetos de negócios, com a formação de empresas virtuais para venda de produtos, serviços e consultoria.
O projeto foi encerrado em dezembro do ano passado, mas os pesquisadores vão solicitar a prorrogação por mais seis meses. “Temos recebido muitas solicitações de novos grupos. Em Santana do Ipanema, por exemplo, entramos em contato com várias escolas da rede municipal que foram equipadas com laboratórios de informática, viabilizados com recursos do MEC, mas os professores ainda não estão capacitados para utilizá-los”, exemplificou o coordenador.
Pacientes com problemas psíquicos se expressam por meio de blogs
Os outros dois artigos apresentados, pela Ufal, no Seminário em Lisboa dizem respeito a um projeto realizado com pacientes do Centro de Atenção Psicossocial (CAPS) da Jatiúca, em Maceió. O projeto começou como uma atividade de extensão e depois se constituiu em uma pesquisa para a dissertação de Mestrado da professora do curso de Enfermagem do Campus Arapiraca, Ivanise Bittencourt. “Há um ano e meio acompanho quatro pacientes com problemas psíquicos do Caps Jatiúca, propondo atividades de expressão por meio de um blog, para que eles possam compartilhar suas experiências, dificuldades e conquistas durante o tratamento”, relatou Ivanise.
O trabalho rendeu dois artigos apresentados no Seminário em Lisboa. O primeiro é “Inclusão Digital em Saúde Mental: contribuições das tecnologias da informação e comunicação para pessoas em sofrimento psíquico”, de autoria das professoras Deise Francisco e Ivanise Gomes Bittencourt, e “O Blog como ferramenta para a inclusão digital e exercício da autoria por pessoas em sofrimento psíquico”, que tem como autores Deise Francisco, Ivanise Gomes Bittencourt, Rafael Barros e Aline Paz.
Projetos ganham projeção internacional
Para o professor Ibsen Bittencourt, os projetos de pesquisa em Educação a Distância estão gerando bons frutos para a universidade. “As pessoas, de um modo geral, e também os pesquisadores ainda têm uma certa resistência com o universo online. Aulas a distância, pesquisas apresentadas em congressos via internet, coordenação de pesquisa em ambientes virtuais ainda não são bem aceitos no cotidiano das universidades. Mas cada vez que aprovamos um artigo relacionado a essa área e participamos de eventos nacionais e internacionais de pesquisa, vamos quebrando barreiras”, comemorou o professor.

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Educação a Distância e Ministério da Saúde

Todas instituições públicas de educação superior credenciadas para oferta de cursos na modalidade educação a distância podem aderir ao Sistema Universidade Aberta do SUS. De acordo com o Decreto 7.385/2010, a adesão é feita pela celebração de convênios e termos de cooperação com o Ministério da Saúde para a atuação articulada visando atender aos objetivos da UNA-SUS.


Atualmente o Ministério da Saúde mantém convênios de adesão à Rede UNA-SUS com várias instituições educacionais (ver Quem compõe a rede) de diferentes regiões do País.
Essas instituições aderiram a rede entre 2008 a 2010, apresentando projetos que foram avaliados por um comitê composto por especialistas em educação a distância na área da Saúde, de acordo com a disponibilidade orçamentária.
As instituições assumiram os seguintes compromissos mínimos:
  1. Produzir materiais instrucionais para curso a distância para profissionais de saúde de acordo com as diretrizes da UNA-SUS (garantindo compatibilidade tecnológica e catalográfica) e licenciá-los para livre circulação com finalidades educacionais não-comerciais;
  2. Desenvolver atividades de pesquisa de cooperação técnica visando o desenvolvimento e a disseminação de tecnologias educacionais e a implantação da própria rede UNA-SUS;
  3. Oferecer cursos de pós-graduação para no mínimo 1.000 profissionais de saúde;
  4. Capacitar tutores para educação permanente em rede na área da saúde.
Novas adesões serão realizadas ao longo do próximo biênio, por meio de editais que serão publicados pelo Ministério da Saúde e anunciados nesse portal.



O que é?
O Ministro da Saúde, José Gomes Temporão, anunciou no dia 18 de junho de 2008, a criação da Universidade Aberta do Sistema Único de Saúde (SUS). Trata-se de programa desenvolvido pela Secretaria de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde (SGTES) que cria condições para o funcionamento de uma rede colaborativa de instituições acadêmicas, serviços de saúde e gestão do SUS, destinada a atender as necessidades de formação e educação permanente do SUS. A concepção e implantação do programa é interfederativa, sendo notório destacar que o Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (CONASEMS) e o Conselho Nacional de Secretários de Saúde (CONASS) tiveram e seguirão tendo papel fundamental como co-autores e co-gestores da UNA-SUS.
Essa rede funciona por meio do intercâmbio de experiências, compartilhamento de material instrucional, cooperação para desenvolvimento e implementação de novas tecnologias educacionais em saúde, rede compartilhada de apoio presencial ao processo de aprendizagem em serviço e intercâmbio de informações acadêmicas dos alunos para certificação educacional compartilhada.
Dessa forma é possível levar a cada trabalhador de saúde oportunidades de aprendizado, como material para auto-instrução, cursos livres e de atualização, cursos de aperfeiçoamento, especialização e até mesmo mestrados profissionais. O uso de técnicas de educação a distância minimiza a necessidade de deslocamento da cidade ou da região do trabalhador.

Objetivos e funcionamento
A primeira ação da UNA-SUS é a oferta de curso de especialização em saúde da família para os médicos, dentistas e enfermeiros do Programa Saúde da Família (PSF). Seis Universidades Públicas estão conveniadas para a oferta de 5.500 vagas de especialização em saúde da família no próximo biênio e no primeiro semestre de 2009 novos convênios serão formalizados para ampliar essa oferta para 18.700 vagas.
A UNA-SUS tem os seguintes objetivos específicos:
1. Criar um acervo público e colaborativo de materiais educacionais para área da saúde;
2. Promover a incorporação de novas tecnologias de informação e comunicação aos processos de educação em saúde;
3. Oferecer apoio presencial aos processos de aprendizagem em saúde, e
4. Disponibilizar aos trabalhadores da saúde a oferta de cursos adequados à realidade local, utilizando-se de interações presenciais e a distância, com vistas à capacitação em áreas estratégicas para o SUS.
A UNA-SUS opera por meio da colaboração entre os entes da federação e cooperação internacional. Propõe-se articular ações de universidades e outras instituições acadêmicas, Escolas de Saúde Pública, Serviços de Saúde e Gestão do SUS para atender aos objetivos propostos, constituindo-se em uma rede nacional para a educação permanente em saúde.
A UNA-SUS possibilita a contribuição de cada instituição de acordo com as suas potencialidades, sendo estruturada em 4 eixos correspondentes a um dos seguintes objetivos: produção de conhecimento, cooperação em tecnologias educacionais, apoio presencial e certificação educacional.
A produção de conhecimento se materializa na formulação de materiais instrucionais, que será feita em espaços virtuais e presenciais colaborativos, unindo esforços das entidades nacionais, universidades e associações profissionais e científicas, tomando como modelo a experiência do Campus Virtual de Saúde Pública (CVSP) da OPAS-OMS. Todo material desenvolvido será de acesso livre às instituições e estudantes interessados, por meio das bibliotecas virtuais e de outras mídias: CD-ROMs, DVDs, impressos, etc..
Novas tecnologias educacionais serão disseminadas e, se necessário, desenvolvidas. Estimula-se o intercâmbio de experiências no uso de tecnologias de informação e comunicação à educação em saúde, por meio de manuais para elaboração e certificação de conteúdos e de organização de sistema de tutoria, bem como oficinas de capacitação e outras atividades.
O apoio presencial à aprendizagem pode ser realizado em parceria com qualquer instituição que possa oferecer a infra-estrutura local, constituindo uma rede extensa de pólos e pontos de apoio à educação a distância. Essa rede pode incluir pólos da Universidade Aberta do Brasil, pontos do Programa Nacional de Telessaúde, escolas e centros formadores de saúde ligados às gestões estadual e municipal e a diversas instituições parceiras. A remuneração dos tutores presenciais será realizada por meio dos recursos descentralizados da Política Nacional de Educação Permanente em Saúde e do Programa Federal de Bolsas de Educação pelo Trabalho.
A certificação educacional se dará por meio da supervisão acadêmica dos estudantes, feita pelas universidades e demais instituições de educação habilitadas para oferecer especialização na modalidade a distância, garantindo a certificação dos profissionais ao final do processo.

Mestrado profissional em Matemática adota livro de professores da Ufal

Jhonathan Pino - jornalista
A Universidade Federal de Alagoas é uma das 50 instituições brasileiras que oferecem o mestrado Profissional em Matemática (Profmat), destinado a professores da rede pública de ensino. Este ano, a oferta para capacitar esse público é o curso de verão Resolução de Problemas, que adotou o livro “Iniciação à Matemática: um curso com problemas e soluções”, de coautoria dos professores da Ufal, Krerley Oliveira e Adan Fernandez.
Eles foram finalistas do 53º Prêmio Jabuti, na categoria de Ciências Exatas, e tiveram o livro publicado pela Editora da Sociedade Brasileira de Matemática (SBM). A obra será conhecida por cerca de 1.500 professores do país, alunos do Profmat, cujas aulas desse semestre começaram no último dia 9 e vão até 10 de fevereiro. Nesse período, típico de férias escolares, 17 professores estão resolvendo questões que envolvem Álgebra, Combinatória, Geometria e Teoria dos Números.
O mestrado profissional é ofertado em todo o país e tem o objetivo de estimular a melhoria do ensino da Matemática em todos os níveis, de forma a atender professores da educação básica, principalmente das escolas públicas, que busquem aprimorar sua formação profissional.
Para o vice-coordenador do Profmat da Ufal, Vânio Fragoso de Melo, destaca a importância do livro, adotado em rede nacional. "Esses alunos (professores do mestrado) estão fazendo um estudo de conteúdo com um maior rigor matemático, além de aprenderem como abordar os problemas matemáticos e redigir as soluções dos mesmos, usando a linguagem matemática de forma coerente e clara. A obra contribui para eles melhorem o embasamento teórico e melhorem a didática em sala de aula", disse.
Sobre o livro
O livro é um dos adotados durante o curso de verão, para facilitar o processo de ensino-aprendizagem nas escolas brasileiras, e é resultado de cinco anos de pesquisas dos professores Krerley Oliveira e Adan Fernandez, do Instituto de Matemática. Eles começaram em 2004, a partir do trabalho com alunos do ensino médio, dentro do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica, o Pibic Júnior. Atualmente Krerley continua na Ufal, mas Adan saiu da Ufal em julho de 2011, para trabalhar na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).
No contato com as turmas do ensino médio, os dois professores perceberam as dificuldades que muitos alunos tinham de entender o universo dos cálculos matemáticos. Por isso, após o levantamento das principais dúvidas, sugeriram a publicação do livro pela SBM, maior editora do país, na área Matemática.
Ao unir a história à resolução de problemas, Iniciação à Matemática: um curso com problemas e soluções, consegue induzir os leitores as soluções nos cálculos e cativá-los sobre a origem das formas de raciocínio presentes na ciência. "Esse livro tem o objetivo de divulgar uma matemática que não é dada na escola. Ele provoca o raciocínio e a criatividade do leitor, fazendo-o adquirir uma solidez que a escola pública não tem dado aos alunos", ressalta Krerley.
O livro traz um apanhado de temas elementares, como proposições e teoremas, provas matemáticas, equações do primeiro e segundo graus, inequações, divisibilidade, contagem e outros assuntos. "A obra pode ser utilizada por estudantes do Ensino Médio que desejam se aprofundar no estudo da Matemática, interessados nas Olimpíadas de Matemática, ou mesmo por alunos de graduação nos semestres iniciais", acrescenta o autor.

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Encontro Internacional - Uso de TIC por crianças e adolescentes


Atualmente, as crianças e os adolescentes vivem em dois mundos: aquele que todos nós conhecemos o mundo real, e o mundo digital. Na busca pela autonomia e de sua própria identidade, vão enfrentando oportunidades interessantes e surpreendentes que aparecem, mas também perigos e riscos à saúde, à segurança, além de questões éticas, legais e educacionais.

No mundo digital todos vivem conectados, seja pelo computador ou pelo telefone celular, com linguagem própria e constantes mudanças de comportamento. A internet atravessou fronteiras, dissolveu barreiras culturais, penetrou bloqueios políticos, vaporizou diferenças sociais e cresceu mais rápido e em todas as direções, superando expectativas e certezas tecnológicas num mundo globalizado e cada vez mais conectado.

Qualquer conhecimento ou informação está disponível com o apertar de um botão. Usada com respeito e cuidado, as tecnologias da informação e comunicação (TIC) podem oferecer aos jovens uma perspectiva mais abrangente do mundo à volta. Mas existem riscos à saúde, quando se extrapolam os limites entre o real e o virtual, entre o público e o privado, entre a intimidade e o isolamento com a distorção dos fatos, de dados ou das imagens “reais”. A repercussão do uso excessivo ou inadequado destas tecnologias tem provocado efeitos no desenvolvimento de crianças e adolescentes tanto na saúde corporal como mental e comportamental, inclusive influenciando nos estilos de vida e nos relacionamentos sociais e sexuais.

Computadores nas escolas e universidades sem treinamento prévio dos professores podem significar avanço ou perigo à vista, assim como nas lan-houses ou mesmo na sala de qualquer família que nem sabe do que acontece no dia-dia de seus filhos.

Refletindo sobre essas questões, a coordenação de Telemedicina da Faculdade de Ciências Médicas da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (FCM-UERJ) tem realizado, desde 2008, sessões de videoconferências em parceria com o SIG Grupo de Interesse Especial em Crianças e Adolescentes, Saúde & Medicina, da Rede Universitária de Telemedicina, RUTE com a participação de várias instituições universitárias nacionais e internacionais. A partir deste trabalho, foi proposta a iniciativa de organizar, em parceria com o Centro de Estudos Integrados Infância, Adolescência e Saúde – CEIIAS e o Instituto Integral do Jovem – INJO, o I Encontro Internacional sobre o Uso de Tecnologias da Informação por Crianças e Adolescentes/Jovens Adultos: E.S.S.E. MUNDO DIGITAL, direcionado aos profissionais das áreas de saúde, tecnologia da informação, comunicação, educação, sistema de garantias de direitos, pais e demais interessados que lidem com crianças/adolescentes usuários das TIC.

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